Ao longo de dez edições, o Prémio ECOTROPHELIA Portugal já mobilizou centenas de estudantes universitários e dezenas de projectos de inovação alimentar, afirmando-se como uma competição nacional dedicada à eco-inovação no sector agroalimentar para jovens estudantes. À edição de 2026 concorreram 21 projectos, desenvolvidos por 80 estudantes de diferentes regiões e instituições de ensino superior do País.
Com o objectivo de desenvolver produtos que contribuam para a redução do desperdício alimentar, promovam a economia circular e se destaquem pela eco-inovação e sustentabilidade, o Prémio ECOTROPHELIA Portugal desafia, há dez anos, estudantes universitários de todo o País a desenvolver os alimentos do futuro.
Entre os oito projectos finalistas da edição de 2026, destacou-se o GUBICO, um preparado fermentado à base de grão-de-bico biológico e maçã de Alcobaça, concebido como uma alternativa ao iogurte vegetal e desenvolvido por uma equipa de quatro estudantes do Instituto Superior de Agronomia. O projecto destacou-se pelo perfil nutricional e pelo potencial empreendedor da equipa, arrecadando o principal prémio da competição.
A equipa, constituída por Inês Traquina, Rita Maia, Maria Inês Vieira e Aster Dsouza, destacou a importância da participação no Prémio ECOTROPHELIA, afirmando: «O Prémio ECOTROPHELIA é uma oportunidade que pode abrir portas para o mercado de trabalho e contribuir para a melhoria do trabalho que desenvolvemos, bem como para a nossa formação, através das experiências que vamos viver a partir de agora.»
O projecto GUBICO conquistou o 1.º Prémio, no valor de 3.000 euros, financiado pelo Crédito Agrícola, o que lhe garante a presença na competição ECOTROPHELIA Europe, a realizar durante a SIAL, nos dias 18 e 19 de Outubro, em Paris. A equipa recebeu ainda a Distinção Nutri Up, atribuída pela Associação Portuguesa de Nutrição (APN), em reconhecimento do perfil nutricional do produto.
Esta distinção proporcionará à equipa consultoria especializada e acesso gratuito à edição de 2026 do Congresso de Nutrição promovido pela APN.
O projecto foi ainda distinguido com os prémios Rise Up, Strategy Up, Design Up e Communication Up, atribuídos pela UPTEC, Market Access, Tekzenit e Invicta Toastmasters, respectivamente. Estas distinções reconhecem o potencial da equipa e garantem apoio especializado nas áreas de empreendedorismo, desenvolvimento do plano de negócios, design, comunicação e apresentação do produto, preparando a equipa para a participação no ECOTROPHELIA Europe.
Entre os projectos em competição, o exigente júri, composto por representantes da academia, da indústria agroalimentar, do ecossistema tecnológico e de outras áreas conexas, distinguiu outras iniciativas pelas suas componentes de sustentabilidade e inovação.
O 2.º lugar foi atribuído à equipa do Instituto Superior de Agronomia, que apresentou o projecto ÉPÊXE, uma gama de produtos que alia a tradição do fumeiro português à inovação sustentável, através da transformação de pescada, salmão e choco em enchidos do mar. O projecto garantiu à equipa o segundo lugar e um prémio de 2.000 euros.
O 3.º lugar foi conquistado pelo projecto Molh’Tata, um molho vegan à base de batata-doce e extracto de proteína de levedura, desenvolvido por uma equipa de estudantes do Instituto Superior de Agronomia. O projecto arrecadou um prémio no valor de 1.000 euros.
Com a participação no Prémio ECOTROPHELIA, todas as equipas finalistas garantiram o acesso a um programa desenvolvido pelo EIT Food, a principal comunidade europeia de inovação no sector alimentar, impulsionada pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT), que une e dinamiza um ecossistema alargado de empresas, startups, centros de investigação e universidades a nível internacional.
Mantendo o seu compromisso com o ECOTROPHELIA Portugal, o Crédito Agrícola reforçou, nesta edição, o apoio concedido à competição, permitindo aumentar o valor dos prémios atribuídos aos três primeiros classificados.
Este reforço constitui um reconhecimento acrescido do mérito, da criatividade e da capacidade de inovação dos estudantes, contribuindo para valorizar o seu trabalho e aumentar o prestígio da competição.
Portugal prepara a próxima geração de empreendedores da indústria alimentar
Deolinda Silva, directora executiva da PortugalFoods, afirma: «Ao assinalar a 10.ª edição do Prémio ECOTROPHELIA Portugal, é evidente que esta iniciativa é muito mais do que uma competição de inovação alimentar. Ao longo de dez anos, vimos nascer ideias criativas e sustentáveis, com potencial para chegar ao mercado, mas o maior legado está nas pessoas.
O ECOTROPHELIA desafia estudantes a sair da sua zona de conforto, a trabalhar em equipas multidisciplinares e a transformar conhecimento científico em soluções concretas. É uma experiência que enriquece o percurso académico, desenvolve competências essenciais e, muitas vezes, influencia o futuro profissional dos participantes. Esse é, provavelmente, o maior sucesso do ECOTROPHELIA.»
E acrescenta: «Portugal tem vindo a afirmar-se no contexto europeu pela qualidade dos projectos apresentados e pela capacidade de mobilizar todo o ecossistema de inovação alimentar.
Num momento em que a Europa enfrenta desafios como a segurança alimentar, a sustentabilidade e a utilização eficiente dos recursos, iniciativas como o ECOTROPHELIA são fundamentais para preparar uma nova geração de profissionais capazes de desenvolver soluções inovadoras para um sector estratégico para a economia e para a sociedade.»
O artigo foi publicado originalmente em Revista Frutas Legumes e Flores.














































