Um dia quente, mas sem excesso de calor, permitiu sentir o Alentejo e ainda assim manter confortável o ambiente das provas e petiscos da II edição do Vigneron 2026 – As Nossas Uvas e os Nossos Vinhos. A iniciativa incluiu meia centena de referências de vinhos dos 10 vignerons que integram o movimento e uma mesa generosa de sabores do Alentejo, pela mão do chef José Júlio Vintém.
O programa contou ainda com duas provas comentadas pelo jornalista e especialista em vinhos Luís Lopes, que constituíram uma viagem informada e cultural pela diversidade de perfis de vinhos que o grupo agrega. Estas duas masterclasses incluíram duas referências vinhos de cada vigneron, uma de branco e outra de tinto, no total de 19 vinhos (Vale dos Ares apenas produz brancos).
“O conceito de vigneron não tem a ver com o perfil do produtor, não tem a ver com as opções enológicas ou de viticultura do produtor, não tem a ver com a dimensão do produtor. Os seus vinhos são diferentes no sentido em que o Vigneron controla precisamente aquilo que produz, sabe exatamente o que está dentro da garrafa”, sintetizou o jornalista.
Vignerons de Portugal
Os Vignerons de Portugal são um coletivo de 10 produtores portugueses que partilham o estatuto oficial de vitivinicultor-engarrafador e uma filosofia comum: valorizar o vinho feito por quem cuida da terra, da vinha e da uva. Nas suas adegas entram apenas uvas de vinhas próprias e todos os vinhos que produzem e comercializam têm essa garantia de identidade. Fundado em 2024, o grupo realiza um encontro anual, rotativamente, na propriedade de cada um dos seus membros, integrando as seguintes casas produtoras: Quinta das Bágeiras (Bairrada), Vale dos Ares (Vinho Verde), Casas Altas (Beira Interior), Casa da Passarella (Dão), Quinta da Alameda (Dão), Quinta do Perdigão (Dão), Quinta de Chocapalha (Lisboa), Quinta da Atela (Tejo), Rui Reguinga (Tejo e Alentejo) e Tapada de Coelheiros (Alentejo). Vigneron 2026 foi o II encontro do grupo.













































