O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, disse hoje à Lusa que a mobilização de 30 milhões de euros para os agricultores afetados pelo mau tempo é uma promessa cumprida por Bruxelas.
“Ainda me lembro dos agricultores que conheci em Portugal após a tempestade Kristin, onde as inundações causaram danos significativos nas terras agrícolas, nas infraestruturas e na produção. Disse-lhes, na altura, que não estavam sozinhos e que a União Europeia estaria ao lado de Portugal”, recordou, acrescentando que, hoje, o executivo comunitário está “ a cumprir essa promessa”.
“Embora nenhuma medida isolada possa compensar totalmente a escala das perdas sofridas, nem substituir tudo o que foi destruído, a Comissão Europeia vai mobilizar 30 milhões de euros da reserva de crise para o setor agrícola, de forma a apoiar os agricultores portugueses afetados pelas cheias” causadas pela pelo ‘comboio de tempestades’, salientou o comissário europeu para a Agricultura.
“Este financiamento irá ajudá-los a retomar a sua atividade, a reconstruir o que foi perdido e a dar alívio onde este é mais necessário”, disse ainda.
Recorde-se que Hansen visitou, em fevereiro, as áreas afetadas pelas tempestades, com destaque para a Kristin.
O comissário referiu ainda que a UE deve continuar a reforçar as ferramentas de resposta a crises, tanto a nível nacional como europeu — incluindo na futura Política Agrícola Comum —, “uma vez que os desastres relacionados com o clima se estão a tornar mais frequentes e severos por toda a Europa”.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.













































