Marrocos, Tunísia, Paquistão, Geórgia, Palestina, Jordânia, Chile, Argélia, Irão… O Olive Oil World Congress (OOWC), que terá lugar nos dias 2 e 3 de julho no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, reúne este ano profissionais e técnicos de numerosos países, uma prova evidente de que o azeite é já uma atividade agrícola e industrial de alcance quase planetário
OOWC realizar-se-á durante a primeira semana de julho com um número recorde de participantes, mais de 300, um programa científico de elevado nível com mais de 40 oradores e as reuniões do Comité Consultivo e dos Membros do COI, transformando Lisboa, durante esses dias, na capital mundial do azeite
Há trinta anos, a presença de um produtor da Nigéria ou da Austrália num congresso mundial dedicado ao azeite pareceria impensável. No próximo mês de julho, porém, estarão juntos em Lisboa. Haverá também profissionais oriundos da Geórgia, Palestina, Jordânia ou Paquistão. No total, cerca de 300 especialistas de mais de 40 países e dos cinco continentes reunir-se-ão nos dias 2 e 3 de julho, no Centro Cultural de Belém, para participar no Olive Oil World Congress (OOWC), o maior fórum internacional dedicado ao olival e à indústria produtora de azeite. O mapa do setor oleícola já não se desenha apenas em torno do Mediterrâneo; vai muito mais além, e Lisboa está prestes a demonstrá-lo.
A presença de países da África Subsaariana, do Médio Oriente, da Ásia Central e da Oceânia não é meramente simbólica; constitui uma demonstração clara da profunda transformação que o setor oleícola está a viver à escala global. Países como o Paquistão, o Irão, Marrocos, a Argélia e a Tunísia apostam há anos na expansão das suas áreas de olival e na modernização dos seus sistemas de produção e extração.
A estes juntam-se o Egito, a Turquia e a Jordânia, que consolidam progressivamente a sua capacidade produtiva e exportadora. Ao mesmo tempo, no hemisfério sul, Chile, Brasil e Austrália desenvolvem modelos de cultivo altamente tecnificados que começam a captar a atenção dos mercados internacionais devido aos seus elevados rendimentos e competitividade.
O azeite, tradicionalmente associado ao arco mediterrânico, é hoje uma realidade produtiva nos cinco continentes. Uma mudança de paradigma que está a redefinir o mapa mundial do setor. Neste novo cenário, Espanha mantém e continuará a manter uma posição de liderança indiscutível graças à sua capacidade produtiva, experiência, inovação e à reconhecida qualidade dos seus azeites.
Esta crescente internacionalização reflete-se também nos números de inscrição no congresso. Portugal, país anfitrião, lidera atualmente a participação com mais de 75 operadores inscritos, seguido de Espanha, com 68 profissionais registados até à data. Seguem-se o Paquistão, com 7 operadores; Irão, Marrocos, Argélia e Tunísia, com 5 representantes cada; Grécia, Egito e Turquia, com 3 operadores respetivamente; bem como a Jordânia, com 3 participantes. Completam a lista Chile, Brasil e Austrália, com um representante cada, evidenciando o crescente interesse e protagonismo internacional que o setor oleícola está a adquirir.
Além disso, espera-se que nas próximas semanas se juntem participantes provenientes de novos mercados, reforçando ainda mais o carácter global do encontro e consolidando o Congresso Mundial do Azeite como o principal fórum internacional para debater o presente e o futuro do setor.
Os profissionais espanhóis inscritos no OOWC provêm de todas as regiões produtoras, mas destacam-se 12 olivicultores e produtores de azeite da Comunidade de Madrid, que participam no âmbito de um programa Erasmus Agrário do Governo regional. O IMIDRA e a Câmara Agrária de Madrid levam todos os anos produtores e técnicos madrilenos a conhecer de perto os modelos mais avançados de outros países europeus e, nesta ocasião, escolheram Portugal, onde combinarão visitas a explorações e cooperativas oleícolas portuguesas com a participação no Congresso.
O Centro Cultural de Belém, construído para assinalar as viagens que colocaram continentes e culturas em contacto, não poderia ser o local mais adequado. Porque é precisamente isso que propõe o Olive Oil World Congress: que especialistas de todo o mundo, provenientes tanto de países que produzem azeite há milénios como daqueles que plantaram as suas primeiras oliveiras há apenas algumas décadas, se sentem à mesma mesa para dialogar e analisar conjuntamente o rumo deste setor.
Todas as pessoas, empresas ou instituições públicas e privadas do setor oleícola interessadas em participar neste Congresso podem formalizar a sua inscrição através do seguinte link: https://www.oliveoilworldcongress.com/inscription
O Congresso conta já com o apoio institucional do Conselho Oleícola Internacional (COI), do CIHEAM Zaragoza e da Fundação Dieta Mediterrânica, juntamente com entidades públicas como o Ministério da Agricultura e Assuntos Marítimos de Portugal, a Junta de Castilla-La Mancha («Campo y Alma»), a Generalitat da Catalunha e o IMIDRA.
No âmbito privado, apoiam, para já, esta segunda edição, para além da Olivum, entidades como o AgroBank, a Interprofesional del Aceite de Oliva Español, a GEA Group, a Novonesis, a APOAC (Associação para a Promoção do Olival e Azeite de Aire e Candeeiros), através da sua marca comercial «Olivedos do Carso», a Adsaica (Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros), a Feria de Zaragoza (ENOMAQ), a Kubota, a Dazeite e a Siliker. Destaca-se ainda a OlivoGestão como patrocinadora do Concurso de Pósteres Científicos.
A partir do OOWC, convidamos todos a fazer parte deste projeto internacional colaborativo, incentivando-os a explorar as modalidades de cooperação e patrocínio disponíveis e colocando à sua disposição toda a informação necessária através da Secretaria Técnica do OOWC, pelo telefone +34 91 721 79 29 ou através do e-mail info@oliveoilwc.com.
Fonte: OOWC














































