A líder do PS/Madeira defendeu a “baixa generalizada” dos preços dos combustíveis, através do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, mas também por via da redução do IVA, considerando que são medidas fundamentais para a atividade piscatória na região.
“Das últimas vezes que encheram uma embarcação no último ano, [o gasóleo] foi a 70 cêntimos e, este ano, já está quase a 1,50 euros”, disse a líder do PS/Madeira, Célia Pessegueiro, no final de um encontro com pescadores, armadores e mestres de embarcações na zona do Caniçal, no concelho de Machico.
Segundo relatou a dirigente socialista, na altura da Páscoa é normal os pescadores saírem para o mar, mas este ano decidiram, por enquanto, ficar em terra.
“Neste momento, já não podem arriscar fazer longas distâncias em alto mar, tendo em conta o valor que custa uma saída para o mar”, salientou Célia Pessegueiro, acrescentando que, além dos preços dos combustíveis, há outros custos associados.
De acordo com a líder regional socialista madeirense, uma embarcação de 30 metros gasta, em 24 horas, uma média de 1.500 litros de combustível, “o que, atendendo à duplicação dos preços, representa uma grande diferença em relação ao ano passado e uma diferença de mais 300 euros comparativamente aos Açores”.
“É arriscado saírem para o mar, porque têm estes gastos e podem sair e voltar sem nada”, reforçou, acrescentando que mesmo as embarcações que vão mais longe e que ainda têm algum apoio do Governo, acabam por não sair, “porque isso não compensa a totalidade dos custos”.
Além disso, continuou, esta situação vai levar também ao aumento do preço do peixe.
“É baixar o ISP [Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos], mas também é preciso mexer no IVA [Imposto Sobre o Valor Acrescentado]”, sustentou.
Insistindo que a atual situação do setor pode levar mesmo a que alguns pescadores a abandonar a atividade e ir trabalhar para outros setores, como a construção civil, a líder do PS/Madeira pediu “medidas concretas”.
“A pequena embarcação tem pescadores que sustentam famílias e é preciso ter atenção a estas famílias que vivem da pesca, até para não se deixar morrer o setor”, salientou.













































