Portugal vai abordar, na segunda-feira, a questão dos resseguros na reunião dos ministros da Agricultura da União Europeia (UE), relacionada com as consequências do recente ‘comboio’ de tempestades que atingiu o país, principalmente a região centro.
O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, vai abordar “um ponto sobre resseguros”, segundo fonte diplomática, tendo a Comissão Europeia já anunciado conversações com o Banco Europeu de Investimento para criar um mecanismo europeu de resseguro agrícola.
“O ministro irá naturalmente aproveitar para falar com a Comissão sobre as possibilidades de fundos que possam ser utilizados” para apoiar os agricultores, juntamente com a ativação da reserva agrícola de crise, já solicitada formalmente.
O Governo estima em cerca de 500 milhões de euros os prejuízos na agricultura, a que se somam mais de 275 milhões de euros no setor florestal.
A agenda dos trabalhos do Conselho de Ministros da Agricultura e Pescas dos 27 será dominada pelo debate sobre as recomendações nacionais relativas à Política Agrícola Comum (PAC) que visam orientar os Estados-membros na execução da PAC após 2027.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.













































