Programa “Educar para Reciclar – Heróis do Ambiente” já envolveu 12 mil alunos e respetivas famílias em oito municípios portugueses e prepara agora uma expansão nacional. Desenvolvida pela HardLevel – Energias Renováveis, empresa líder na Península Ibérica na gestão e pré-tratamento de Óleos Alimentares Usados (OAU), a iniciativa combina educação ambiental estruturada nas escolas, tecnologia IoT para recolha seletiva de resíduos e mobilização comunitária, com o objetivo de promover mudanças de comportamento duradouras em prol da sustentabilidade
Mais de 12 mil alunos, 45 escolas e oito municípios aderiram, no último ano letivo, ao programa “Educar para Reciclar – Heróis do Ambiente”, uma iniciativa pioneira da Hardlevel – Energias Renováveis, que pretende transformar crianças em verdadeiros agentes de mudança ambiental junto das suas famílias e comunidades. Um ano depois do arranque do projeto, o balanço realizado pelas direções escolares e autarquias parceiras é “unanimemente positivo”, levando já vários municípios portugueses e dezenas de estabelecimentos de ensino a manifestar interesse em integrar o programa e fazê-lo crescer exponencialmente no próximo ano letivo.
Desenvolvido pela Escola Ambiental HardLevel e suportado pela plataforma tecnológica Carbon Foote, o programa “Heróis do Ambiente” é muito mais do que um conjunto de ações de sensibilização. Trata-se de um ecossistema pedagógico, operacional e digital que acompanha crianças do 1.º ao 8.º ano de escolaridade ao longo do seu percurso escolar, promovendo a adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis e incentivando a sua replicação no seio familiar e comunitário.
“As crianças não são apenas o futuro. São hoje um dos mais poderosos motores de mudança dentro das famílias. Se queremos alterar comportamentos ambientais, temos de começar onde tudo começa: na educação”, afirma Karim Karmali, fundador e CEO da HardLevel.
Portugal continua a registar um défice significativo na recolha doméstica de óleos alimentares usados, apesar das metas estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 102-D/2020. E muitos municípios continuam a enfrentar dificuldades na implementação de soluções eficazes que permitam aumentar as taxas de recolha e reciclagem destes resíduos.
Foi precisamente para responder a este desafio que a HardLevel decidiu, há um ano, dar um passo além da simples recolha e valorização de resíduos, apostando numa estratégia de educação ambiental de longo prazo. “Porque, tal como as sementes, as ideias precisam de tempo para germinar e dar frutos. Acreditamos que educar as crianças é a forma mais eficaz de construir uma cultura de sustentabilidade duradoura”, acrescenta o responsável.
Após o arranque nos concelhos de Guimarães, Ovar, Murtosa, Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha, Oliveira do Bairro, Almada e, igualmente, no território servido pela Resialentejo – Tratamento e Valorização de Resíduos, os objetivos da iniciativa – uma solução inovadora que combina educação ambiental estruturada nas escolas, tecnologia Internet of Things (IoT), recolha seletiva de OAU e mobilização comunitária – são agora mais ambiciosos.
Segundo Karim Karmali, pretende-se doravante alcançar um total de 25 municípios, 120 escolas e abranger mais de 35.000 alunos e respetivos núcleos familiares. Um crescimento (de mais de 213% no número de concelhos, 167% de estabelecimentos de ensino e 192% de alunos) que será suportado pela versão atualizada da plataforma cloud da Escola Ambiental da Hardlevel e por novos conteúdos pedagógicos, também para o 5.º e 6.º anos de escolaridade.
“São ainda muitos os municípios que carecem de meios e metodologias eficazes para cumprir os desígnios legislativos, que impõem objetivos crescentes de reciclagem de óleos alimentares usados domésticos”, lembra o empresário, há 20 anos à frente da empresa pioneira na gestão inteligente de OAU em Portugal e Espanha.
Rede da Hardlevel chega a mais de 100 municípios e 10 mil restaurantes
No domínio em que a Hardlevel atua, “dar o litro” tem um sentido literal e altamente impactante. Porque cada litro de óleos alimentares deitados pelo lava-loiças abaixo tem o poder de contaminar um milhão de litros de água, sobrecarregando sobremaneira, com gorduras de difícil tratamento, a tarefa das estações de tratamento de águas residuais (ETAR).
A Hardlevel aproxima-se da marca de um milhão de quilogramas de óleos alimentares usados recolhidos por ano, isto somente na componente doméstica, meta que prevê ultrapassar durante 2027, sustentada pela expansão da rede de oleões Smart S+ (sensorizados e com tecnologia IoT) e pelo impacto crescente do programa da Escola Ambiental.
A rede deste operador chega atualmente a mais de 100 municípios, servidos por aproximadamente 4.000 oleões, e processa ainda os óleos alimentares usados de cerca de 10 mil restaurantes. Os resíduos entram num circuito industrial de valorização que evita a emissão de cerca de 3.900 toneladas de CO₂ por ano — o equivalente a plantar 195.000 árvores.
“Registamos, na nossa operação, um crescimento de dois dígitos face ao ano anterior, tendência que se mantém em linha com as metas definidas no nosso roadmap estratégico 2025-2030”, revela o CEO da Hardlevel.
Fonte: HardLevel













































