O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, apelou hoje ao reforço da produção agrícola familiar, defendendo hortas domésticas como forma de reduzir o impacto da subida dos preços dos combustíveis e dos alimentos.
“Nós precisamos de produzir no nosso quintal. Porque com água, em casa, com esta terra fértil que estamos a ver aqui em Mandimba, não faz sentido nós continuarmos a comprar certas coisas”, declarou Daniel Chapo, durante um encontro com a população do distrito de Mandimba, província do Niassa.
O chefe de Estado, que iniciou na quarta-feira uma visita de trabalho de três dias àquela província do norte do país, defendeu a implementação do programa “Uma família, uma horta”, incentivando a produção de hortícolas nos quintais e pequenas parcelas domésticas, incluindo tomate, cebola, couve, cenoura e repolho.
“Por causa da guerra que existe no mundo, o preço do combustível está a aumentar. E quando aumenta o preço do combustível, aumenta também quase tudo. E para nós não sentirmos isso, uma das formas que temos que fazer é aumentar a produção e a produtividade de comida”, afirmou.
O preço do gasóleo em Moçambique subiu em 07 de maio 45,5% e o da gasolina 12,1% por litro, com o Governo a justificar a revisão em alta dos combustíveis com os preços praticados a nível internacional.
O chefe de Estado anunciou no passado fim de semana, em Nampula, uma previsão de produção agrária global de cerca de 21,3 milhões de toneladas na atual segunda campanha agrícola, representando um crescimento de 26% face à campanha anterior.
Segundo Daniel Chapo, está prevista a comercialização de cerca de 14,6 milhões de toneladas de produtos agrícolas este ano, com destaque para milho, mandioca, feijão, arroz, hortícolas, gergelim e castanha de caju.














































