A primeira vinha será instalada no Parque Urbano
O Porto Santo prepara-se para receber duas novas vinhas de condução rasteira, num projeto que procura recuperar e valorizar práticas agrícolas tradicionais da ilha, adaptadas às condições únicas do seu território e clima.
A primeira vinha será instalada no Parque Urbano do Porto Santo, tendo-se iniciado a plantação já neste mês de maio.
A segunda ficará localizada na zona do Farrobo, com o projeto a avançar no próximo ano, depois de concluídos os formalismos legais da concessão dos 22 mil metros quadros de terrenos do Campo Experimental, que a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas colocou em hasta pública no início do ano, reservando para a esfera pública uma parte do espaço para experimentação e apoio técnico ao agricultor.
Ambas as vinhas, num projeto da iniciativa dos empresários Nuno Faria e António Maçanita, serão plantadas com a casta histórica da ilha, o Listrão, reforçando o compromisso com a preservação do património vitícola porto-santense.
Foram estes espaços que o Secretário Regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, visitou esta semana, na deslocação que efetuou ao Porto Santo.
Inspirado nos métodos ancestrais de cultivo da vinha na ilha, o projeto aposta na condução rasteira, técnica que protege as plantas dos ventos fortes e da elevada exposição solar características do Porto Santo.
O projeto inclui ainda a construção de muros de crochet, elemento identitário da paisagem agrícola do Porto Santo. Estes muros tradicionais, construídos em pedra calcária, desempenham historicamente um papel fundamental na proteção das culturas face ao vento e ajudam a preservar a autenticidade da paisagem rural da ilha.
“Mais do que novas plantações, estas vinhas representam um trabalho de valorização da identidade agrícola e paisagística do Porto Santo, promovendo práticas sustentáveis e a continuidade de conhecimentos históricos associados à produção de vinho na ilha”, revela Nuno Maciel.
Para o governante, estes investimentos confirmam o bom momento da viticultura no Porto Santo, refletindo a crescente valorização de algumas castas como é o Listrão, onde o preço por quilo traduz-se num bom rendimento para os viticultores, ajudando a dinamizar a economia local.
O projeto pretende ainda contribuir para a sensibilização sobre a singularidade da viticultura porto-santense e para a preservação de um património agrícola que faz parte da história e cultura local.
Em 2025, o Porto Santo foi responsável pela produção de 35,8 toneladas de uva, com a casta listrão a representar 29% do total, com um preço médio de 4 euros e meio ao quilograma.
Nota enviada pelo Governo Regional da Madeira.













































