Moçambique quer deixar de exportar madeira semiprocessada e exportar produtos acabados para reter valor, emprego e riqueza no país, disse hoje o ministro da Agricultura.
“Não podemos continuar a exportar pranchas, tábuas e produtos semiprocessados. Isto é exportar potencial, exportar emprego, exportar riqueza que devia ficar no país”, disse o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino.
O ministro falava no distrito de Dondo, província de Sofala, durante o lançamento da campanha florestal 2026 e apresentação de novos procedimentos de exportação, em que afirmou que o Governo quer acabar com a exportação de madeira semiprocessada, uma estratégia que passa por transformar o setor florestal numa base industrial, orientada para a produção interna de bens com maior valor acrescentado.
“O que o Governo quer é diferente. Queremos que Moçambique exporte mobiliário, portas, janelas, parquet, produtos acabados, queremos exportar valor, exportar indústria, exportar a inteligência moçambicana”, frisou.
Segundo o governante, esta mudança de paradigma, em que se pretende transformar localmente a madeira, assenta em três pilares fundamentais, nomeadamente, legalidade, transformação e prosperidade, visando tornar o setor mais competitivo e sustentável.
Albino reconheceu desafios persistentes no setor, incluindo atrasos na distribuição de receitas às comunidades provenientes da exploração de florestas, conforme prevê a legislação, o que gera desconfiança e tensões locais.
“Este é um problema real e tem consequências reais. Fragiliza a relação entre os operadores e comunidades, gera desconfiança e cria tensões locais”, afirmou o ministro, garantindo que o Governo está comprometido em resolver o problema.
















































