A Forestis e o seu universo associativo, constituído por 37 OPF, vê com bons olhos as medidas anunciadas pelo governo, através do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), para a Floresta, mas adverte que este pacote de 660 milhões de euros, já contempla medidas integradas Plano de Intervenção para a Floresta 2025-2050, anunciado em 21 de março de 2025.
“Já estamos preocupados com os atrasos na execução do PIF anunciado há um ano, agora aguardamos com grande expetativa estes investimentos anunciados para a Floresta”, adverte o Presidente da Forestis.
Carlos Duarte enaltece as medidas anunciadas há dias e o reconhecimento do valor estratégico da floresta portuguesa pela tutela. Contudo, o entusiasmo com os valores anunciados “deve ser acompanhado por um rigoroso sentido de urgência e execução prática no terreno”.
“Não basta disponibilizar as verbas, é imperativo garantir que estas chegam aos proprietários florestais de forma desburocratizada e célere”, admite o Presidente da Forestis.
O governo anunciou para a gestão ativa da floresta um pacote de 132 milhões de euros (ME), e para a redução de carga combustível, 320 milhões, ambas investimentos a médio prazo, no Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
Das medidas associadas às florestas, a gestão ativa da floresta, contempla um investimento de 132 ME, a “médio prazo”, reforça “o financiamento e simplifica a gestão do Programa Floresta Ativa, com foco nos territórios de minifúndio”, prevendo novos avisos ICNF “com reforço de verbas”.
A redução de carga combustível, com 320 ME, também para “médio prazo”, visa o “reforço do financiamento e manutenção de Condomínios de Aldeia para promover alterações no uso e ocupação do solo”.
Quanto à promoção de parcerias para a gestão da floresta, com 100 ME (médio prazo), assenta em “modelos de gestão florestal conjunta, suportada no envolvimento dos agentes do setor florestal (proprietários, entidades públicas, indústria, entre outros)”, com expansão de modelos de intervenção à escala da paisagem (Operações Integradas de Gestão da Paisagem) para todo o país.
“Pretende-se valorizar a floresta e garantir proteção e resiliência aos territórios rurais”, aponta-se no documento, no qual se prevê a concretização da medida através de contratos-programa de apoio técnico e financeiro a organização de produtores florestais, associações florestais e outras entidades.
Também a médio prazo, estão contemplados 8 milhões de euros para o programa operacional de sanidade florestal, incluindo “o reforço da rede nacional de monitorização e deteção precoce de pragas”, e 100 ME para erradicação e controlo de espécies invasoras, com apoio financeiro e técnico a proprietários.
A vigilância e monitorização aérea, investimento de 14 milhões de euros a “longo prazo”, destina-se ao “desenvolvimento, teste e operação de aeronaves não tripuladas (‘drones’) com sensores avançados – óticos, térmicos e oceanográficos – para monitorização contínua dos meios urbano, florestal e marítimo”.
Para a Forestis, “a nossa floresta não pode esperar, acompanharemos de perto cada etapa deste investimento, assegurando que os 660 milhões de euros se transformam em resiliência, biodiversidade e rendimento para os proprietários florestais”.
Fonte: Forestis
















































