Investigadores do MED marcaram presença no Congresso de Comunicação de Ciência “SciComPt2026“, que decorreu entre 26 e 29 de maio, na Universidade de Évora. Sob o tema “Ciência: Património para o Futuro”, o encontro reuniu 363 participantes, num recorde absoluto de inscrições segundo a organização, afirmando-se como o principal fórum nacional dedicado à comunicação de ciência.
Ao longo de quatro dias, investigadores, comunicadores de ciência, educadores, jornalistas, artistas e cidadãos participaram em dezenas de sessões dedicadas aos temas da memória, identidade e sustentabilidade, refletindo sobre o papel da comunicação científica na construção de sociedades mais informadas, participativas e resilientes. O programa incluiu sessões plenárias, comunicações, demonstrações 78 comunicações, 78 comunicações breves, 16 sessões completas, 27 demonstrações e quatro oficinas de formação.
Os investigadores do MED apresentaram vários trabalhos que evidenciaram o papel da comunicação de ciência na conservação da natureza, na ciência cidadã e no envolvimento da sociedade com a investigação:
- Ana Sampaio apresentou o projeto BioBlitz Herdade da Mitra, uma iniciativa de ciência cidadã que envolve o público na descoberta e monitorização da biodiversidade;
- André Oliveira apresentou o trabalho “Do medo à compreensão: o papel do HerpEbora na conservação da herpetofauna”, destacando estratégias para combater mitos e promover a conservação de anfíbios e répteis;
- Celeste Silva abordou o tema “Reino Fungi: Do Invisível ao Essencial na Comunicação de Ciência”, centrado na valorização dos fungos e do seu papel nos ecossistemas;
- Carmo Silva apresentou a comunicação “Pegadas impressas: os mamíferos carnívoros como o nosso património natural”, dedicada à sensibilização para a conservação dos mamíferos carnívoros portugueses;
- Carlos Godinho apresentou o trabalho “Universidades Europeias unidas pela Ciência Cidadã – o caso da aliança EU GREEN”, destacando o projeto BioUNIVERSITY, que promove a monitorização participativa da biodiversidade nos campus universitários europeus;
- Carmo Silva, Ana Sampaio e André Oliveira dinamizaram a demonstração “7 anos de NEI: atividades multissensoriais ao serviço da conservação da natureza”, apresentando abordagens interativas utilizadas para aproximar diferentes públicos da biodiversidade, no âmbito das atividades que têm vindo a promover na Noite Europeia dos Investigadores.
Para além das contribuições científicas, Carmo Silva, estudante de doutoramento do MED, integrou também a redação do SciComPt2026, uma iniciativa lançada nesta edição do congresso que reuniu participantes do Curso de Jornalismo de Ciência, promovido pela Rede SciComPt em parceria com o CENJOR. Ao longo dos quatro dias do evento, esta redação produziu mais de 80 conteúdos dedicados à cobertura deste congresso. Carlos Godinho, investigador do MED e colaborador da Divisão de Empregabilidade, Comunidade e Projetos Transversais da Universidade de Évora, integrou igualmente a Comissão Organizadora local, contribuindo para a realização de um congresso que colocou Évora no centro da reflexão nacional sobre comunicação de ciência.
A presença do MED neste congresso reflete o seu compromisso com uma ciência aberta, participativa e próxima da sociedade. Como afirmou Sir Mark Walport, antigo Chief Scientific Adviser do Governo do Reino Unido, “Science isn’t finished until it’s communicated” (“A ciência não está concluída até ser comunicada”). Esta visão está profundamente alinhada com a missão do MED, que procura promover a transferência de conhecimento, o envolvimento das comunidades e o impacto societal da investigação desenvolvida pelos seus investigadores.
Durante a sessão de encerramento foi ainda anunciado que a próxima edição do SciComPt terá lugar na Universidade do Algarve, sob o tema “O Mar que nos une, a Ciência que nos guia”, dando continuidade ao crescimento da comunidade portuguesa de comunicação de ciência.
O artigo foi publicado originalmente em MED.















































