O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, anunciou hoje, no parlamento, que mais 2.000 novos jovens agricultores estão instalados, lembrando que existe um apoio de 351 milhões de euros para esta classe.
“Temos 2.000 novos jovens agricultores instalados”, afirmou o governante, numa audição parlamentar na Comissão de Agricultura.
O executivo tem disponíveis 315 milhões de euros em apoios para os jovens agricultores.
Até agora, foram aprovadas 820 candidaturas, num total de 222 milhões de euros.
No total, já foram pagos 527.000 euros.
Em resposta aos deputados, José Manuel Fernandes admitiu que a renovação geracional é uma das suas prioridades, sendo, para isso, fundamental alterar a perceção geral relativamente ao setor primário.
“Não posso aceitar que o agricultor seja visto como um vilão, um poluidor”, sublinhou, acrescentando que se esta perceção não for alterada, as universidades e as escolas profissionais não vão ter alunos.
De acordo com o estudo “Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal”, divulgado em março, o setor agrícola, nas últimas três décadas, passou de 430.000 para 220.000 trabalhadores, sendo que quatro em cada 10 são estrangeiros, mas a produtividade mais do que duplicou.
Contudo, entre 2015 e 2023, o emprego agrícola subiu de 165.000 para 180.000, representando 4,7% do emprego nacional.
Predominam as microempresas, com menos de 10 trabalhadores, embora o peso das médias e grandes explorações tenha aumentado.
Mais de 40% dos trabalhadores do setor agrícola são estrangeiros, “um peso que quadruplicou desde 2014 e que não tem paralelo em nenhum outro setor da economia portuguesa”.
Para a realização deste estudo foram tidos em conta dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Gabinete de Estratégia e Planeamento, do Banco de Portugal, do Recenseamento Agrícola e do Eurostat.

















































