O secretário de Estado da Proteção Civil disse hoje, em Leiria, que “ninguém ficará impune” a declarações sobre desconhecimento da sua missão no teatro de operações, como sucedeu no passado.
“Este ano não vou mesmo deixar de perceber alguns comentários que se façam na televisão de alguns operacionais que possam dizer que estão num teatro de operações sem saber qual é a sua missão”, afirmou Rui Rocha, na sua intervenção durante a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) da sub-região de Leiria.
O governante acrescentou: “incentivei muito para que houvesse um reforço desta sinalização nas diretivas operacionais, para que ninguém possa dizer isso, porque isso nunca deve acontecer. A regra quando se sai é saber por onde se vai e qual é a sua missão, mas ninguém vai ficar impune a essas declarações”.
Rui Rocha salientou que uma das suas características é a “proximidade”, pelo que quando contacta com os problemas gosta de os perceber, “para tentar compreender as suas origens”.
Nesse sentido, o secretário de Estado dirigiu-se ao presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, Jorge Vala, referindo que tomou “boa nota da relação com a AGIF [Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais]”, “que é uma agência do Governo, do Estado, que deve ser cooperante e deve também fazer o seu trabalho”.
Na sua intervenção, Jorge Vala lamentou que a região “não conte ainda com o plano sub-regional da ação, porque, infelizmente, aqueles que estão no terreno têm muito menos voz do que aqueles que decidem nos gabinetes”.
“Estou a falar da AGIF, porque ainda não consegui compreender porque é que existe a AGIF” e “para que serve”, acusou.
Segundo Jorge Vala, “no caso da sub-região de Leiria, serviu para indeferir tecnicamente um plano sub-regional de ação, fundamental para que possamos estar sempre coordenados dentro daquilo que é o espírito da lei e sobretudo do plano regional”.
Rui Rocha também não quer voltar a ver “imagens, que podem vender muito do ponto de vista mediático, de uma bombeira ou de um bombeiro a dormir à sombra de um carro de bombeiros”.
“Isso é o pedido que faço a todos aqueles que comandam, que garantam que todos os operacionais têm condições de restabelecer as suas energias, porque em alguns casos são teatros de operações complexos, intensos, que duram vários dias e vamos precisar de todos os operacionais”.
Insistindo na importância do descanso para regressarem ao teatro de operações, o secretário de Estado acrescentou que têm de o fazer “nas melhores condições”.
Agradecendo a “disponibilidade de todos os agentes de proteção civil”, Rui Rocha pediu ainda “compreensão” e “paciência” a todos “para algumas situações de injustiça em momentos críticos”, mas que também seja feito “com responsabilidade”.
O governante destacou que “os bombeiros e as bombeiras voluntários são a espinha dorsal da Proteção Civil em Portugal” e frisou a importância de fazerem “um combate em segurança”.
“Bem sabemos que muitas vezes é preciso arriscar, é preciso a coragem que todos vocês transportam na vossa missão, mas façam-no com o sentido de responsabilidade”, porque “aquilo que é mais importante” “é que todos regressem a casa”.















































