O Fundo Florestas de Portugal, gerido pela Fidelidade SGOIC, reforçou o seu capital para cerca de 12 milhões de euros com a entrada de novos investidores, incluindo Corticeira Amorim, Fidelidade, Jerónimo Martins, Mota-Engil e REN, foi hoje anunciado.
Em comunicado, a sociedade gestora de ativos reais do Grupo Fidelidade indicou que o aumento de capital “reforça o compromisso do Fundo com a gestão florestal sustentável em Portugal”, sublinhando que o projeto passa agora a contar com a participação de empresas líderes nos seus setores de atividade.
Promovido pela Fidelidade no âmbito da estratégia de sustentabilidade e metas ‘Net Zero’, o fundo tem como objetivo valorizar o capital investido através da gestão ativa de recursos agroflorestais e dos serviços de ecossistema, incluindo a geração de créditos de carbono de elevada qualidade.
Segundo a entidade, o modelo procura assegurar simultaneamente sustentabilidade financeira e cumprimento de boas práticas ambientais, sociais e de governação, contribuindo para a promoção da biodiversidade, proteção e recuperação de ecossistemas, bem como para a mitigação da desflorestação e da perda de ‘habitat’.
Citado no comunicado, o administrador executivo da Fidelidade SGOIC, Manuel Álvares de Calvão, afirmou que o reforço do fundo “é um sinal claro da confiança dos investidores neste projeto e da relevância estratégica deste modelo”, acrescentando que a iniciativa assenta na necessidade de “investimento financeiramente sustentável, conhecimento técnico, gestão profissional contínua e uma visão de longo prazo” para a floresta portuguesa.
O responsável destacou ainda que a entrada de novos parceiros “reforça a capacidade de gerar impacto real e duradouro no território”.
De acordo com o mesmo comunicado, o Fundo Florestas de Portugal tem potencial para gerar “impacto relevante” no território, alavancado pelas sinergias entre investidores e ‘stakeholders’, sendo expectável a entrada de novos participantes até ao final de 2026.
A Fidelidade SGOIC, criada em 2018, gere atualmente cerca de 370 milhões de euros em ativos distribuídos por três veículos de investimento, incluindo o Fundo Florestas de Portugal, classificado como “dark green”.















































