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– 22-06-2005 |
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Especialistas europeus analisam risco da BSE nas cabrasParma, It�lia, 21 Jun O risco de BSE – vulgarmente conhecida por "doen�a das vacas loucas" – nas cabras foi um dos desafios para a segurança alimentar nos próximos anos identificados pela EFSA, cuja sede oficial foi hoje inaugurada em Parma com a presença do presidente da Comissão Europeia, Jos� Manuel Dur�o Barroso, e do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. O estudo, explicou � agência Lusa Herman Koeter, director-cient�fico da EFSA, foi pedido em Janeiro e deveria ter um car�cter quantitativo, fazendo uma avalia��o de risco detalhada nos caprinos. "Pedimos a todos os países dados sobre o efectivo caprino e o consumo de carne, leite ou queijo. Conclu�mos que não era poss�vel fazer uma avalia��o quantitativa por falta de alguns dados e opt�mos por uma avalia��o qualitativa, até porque não existem muitas informações sobre a ocorr�ncia de doen�as", afirmou. A dificuldade desta avalia��o foi intensificada, segundo Koeter, pelo facto de nas cabras não ser poss�vel identificar materiais de risco, ao contrário do que acontece com as vacas. A Agência Nacional para a Seguran�a Alimentar esteve representada através da ua presidente, Isabel Meireles, que adiantou � agência Lusa que em breve v�o ser apresentados dois pareceres da EFSA importantes para Portugal, um sobre o bem-estar dos su�nos e outro sobre o consumo de peixe. Este �ltimo � particularmente relevante na medida em que Portugal � o principal consumidor de peixe a nível. europeu e um dos maiores a nível. mundial, liderando mesmo o consumo de bacalahu no mundo. Um dos administradores da EFSA, Jo�o Machado, Também esteve presente na inauguração da sede oficial da Agência. A EFSA foi criada em 2002, numa altura em que a Europa enfrentava amea�as como as dioxinas e a BSE, tendo a sua instala��o e transfer�ncia para Parma sido concretizadas em tempo recorde, afirmou a directora de rela��es institucionais e internacionais, Christine Majewski. Um dos objectivos, j� em curso, � criar uma rede inform�tica para interligar a EFSA com as ag�ncias de segurança nacionais que permita realizar até videoconfer�ncias. A EFSA opera em quatro grandes áreas: fornecendo pareceres t�cnicos a questáes colocadas pela Comissão, Parlamento Europeu e Estados membros; avalia��o de riscos de subst�ncias regulamentadas como pesticidas, qu�micos e organismos geneticamente modificados (OGM); monitoriza��o de factores de risco como a BSE e doen�as provocadas por parasitas nos animais (zoonoses); e investimento no progresso cient�fico. Funciona com um or�amento anual de 38 milhões de euros, que poder� atingir no próximo ano 46 milhões de euros, disse o director executivo da Agencia, Geoffrey Podger, garantindo que o alargamento para 25 países não foi um problema. O mesmo respons�vel assegurou que � poss�vel conciliar a segurança dos alimentos com as regras impostas pela Organiza��o Mundial do Com�rcio e mesmo com a produ��o de alimentos t�picos regionais. "A segurança não significa standardiza��o. Estamos conscientes das riquezas gastron�micas de It�lia, mas os produtos t�picos precisam tanto de ser seguros como os outros. não existe contradi��o entre segurança e tipicidade", salientou Geoffrey Podger. A escolha de Parma para acolher a sede da EFSA assume um car�cter simb�lico, j� que a regi�o � conhecida pela sua gastronomia e situa-se num país que atribui grande import�ncia � alimenta��o, frisaram os respons�veis da instituição. A transfer�ncia de Bruxelas para Parma devera ficar conclu�da até finais do ano.
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