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– 02-06-2011 |
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Elei��es: PS tem obriga��o de acompanhar mais e melhor o sector hort�colaO cabe�a de lista do PS pelo Porto, Francisco Assis, afirmou ontem que o seu partido "tem a obriga��o de acompanhar mais e melhor" a horticultura, área com "grande import�ncia econ�mica" para Portugal. A declara��o de Francisco Assis surgiu � margem de uma reuni�o com horticultores da zona da P�voa de Varzim e Esposende onde estes se queixaram que o sector poder� desaparecer dentro de poucos anos, caso o futuro Governo não o "apoie e incentive". � que os actuais produtores t�m entre os "40 a 50 anos" e os mais novos não se mostram empenhados em prosseguir um neg�cio que "não atinge rentabilidade, nem para pagar os custos de produ��o", sublinharam. Como exemplo, os agricultores presentes denunciaram que um quilo de tomate � pago ao produtor a 15 c�ntimos, sendo que depois � vendido ao consumidor final a um euro. Isto � "inadmiss�vel", lamentaram. � Lusa, Assis reconheceu que esta � uma área econ�mica e social "muito importante" e com um "grande relevo social", que carece de "mais investimento e de mais aten��o". Entre a freguesia de Agu�adoura, na P�voa de Varzim, e Ap�lia, em Esposende, h� cerca de 2000 empres�rios agr�colas que movimentam cerca de 50 milhões de euros por ano, numa actividade onde trabalham mais de 10 mil pessoas. Os dirigentes da Horpozim (Associa��o Horticultores da P�voa Varzim) lembraram ainda que "60 por cento" do que produzem � canalizado para o mercado galego, em Espanha, raz�o pela qual consideram que este � um sector "com grande potencial" e que pode ser "muito competitivo". S� que, nos �ltimos anos, a horticultura "estagnou", lamentaram. Os agricultores presentes acusaram ainda as pessoas que estáo nos serviços públicos ligados a esta área de desconhecer "a realidade dos produtores e as especificidades das zonas de produ��o", nomeadamente da P�voa de Varzim e Esposende, e lamentaram que as candidaturas que apresentam para ajudas financeiras acabem por "ser chumbadas". Para Francisco Assis, os serviços funcionam, mas, muitas vezes, "sem capacidade de resposta adequada". Por isso, reconheceu que os organismos do Estado ligados � agricultura "t�m que ser melhorados", prometendo dar "particular aten��o" a esta matéria na pr�xima legislatura. "Esta actividade tem que ser entendida do ponto de vista empresarial", mas isso s� � poss�vel, não apenas com o "empenhamento de quem produz, mas com apoios e incentivos dos serviços públicos", frisou. E porque esta � uma área em que "deve dar-se um salto" em Portugal, "h� mudan�as a fazer", declarou ainda o cabe�a de lista pelo PS. A terminar, os produtores sustentaram ainda que as médias e grandes superf�cies em Portugal "deveriam ser obrigadas a comercializar um determinado volume de produtos hort�colas nacionais". Algo que iria contribuir para a "rentabilidade e crescimento" de uma área onde as pessoas, de dia para dia, estáo a "empobrecer alegremente". Fonte: Lusa
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