Ministério do Ambiente e Energia reforça aposta no Mercado Voluntário de Carbono como instrumento para mobilizar investimento privado para a ação climática e o restauro da natureza;
Proposta cria condições para mobilizar financiamento privado para projetos de restauro e conservação de pradarias marinhas;
Metodologia permite alargar o Mercado Voluntário de Carbono aos ecossistemas marinhos, valorizando simultaneamente benefícios climáticos e para a biodiversidade.
Maria da Graça Carvalho: “Passo concreto para valorizar carbono azul e papel dos ecossistemas marinhos na ação climática”
Arrancou esta sexta-feira, dia 23 de outubro, a consulta pública da nova proposta de metodologia para o “Restauro e Conservação de Pradarias Marinhas em Portugal Continental”, desenvolvida no âmbito do Mercado Voluntário de Carbono (MVC) e que abre caminho ao desenvolvimento de projetos que conciliem ação climática, proteção da biodiversidade e restauro da natureza.
A metodologia foi proposta pela ANA – Aeroportos de Portugal, S.A., com o apoio da NBI – Natural Business Intelligence, do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e do Instituto Mediterráneo de Estudios Avanzados, tendo sido objeto de análise pela Comissão Técnica de Acompanhamento do Mercado Voluntário de Carbono.
O parecer técnico desta Comissão reconhece o carácter inovador da proposta e considera que a criação desta metodologia constitui uma oportunidade para mobilizar financiamento privado para a recuperação destes ecossistemas, reforçar o conhecimento técnico e científico e diversificar a oferta de projetos no MVC.
A proposta prevê a possibilidade de atribuição de Créditos de Carbono + quando os projetos demonstrem benefícios adicionais para a biodiversidade e o capital natural, reforçando a ligação entre ação climática e restauro da natureza. A metodologia contribuirá igualmente para a concretização do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN), ao criar condições para mobilizar investimento privado para o restauro dos ecossistemas marinhos e a recuperação da biodiversidade.
De acordo com a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho: “Queremos que o Mercado Voluntário de Carbono seja também um instrumento para financiar a recuperação da natureza. Com esta nova metodologia, damos um passo concreto para valorizar o carbono azul e o papel dos ecossistemas marinhos na ação climática”.
Assim, os documentos estão já em consulta pública, no portal Participa, até 22 de novembro de 2026, podendo os interessados apresentar contributos para a sua versão final.
Com esta nova metodologia, o Ministério do Ambiente e Energia prossegue a consolidação do Mercado Voluntário de Carbono enquanto instrumento credível, transparente e tecnicamente sólido, capaz de direcionar investimento para projetos com benefícios climáticos, ambientais e territoriais duradouros.
O Mercado Voluntário de Carbono encontra-se já em funcionamento, com três metodologias aprovadas, cinco projetos submetidos na plataforma, dos quais dois já aprovados, 10 verificadores qualificados, 30 utilizadores registados e 977 créditos de carbono futuros emitidos. Completado o primeiro ano de funcionamento, o MVC entra agora numa nova fase de desenvolvimento, orientada para o aumento do número de projetos, a diversificação das metodologias disponíveis e o reforço da procura de créditos de carbono nacionais.
Para a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho: “Depois de um primeiro ano dedicado a criar as condições para o funcionamento do Mercado Voluntário de Carbono, queremos agora acelerar a sua dinamização, com mais projetos, novas metodologias e maior procura de créditos de carbono nacionais, para canalizar mais investimento privado para a descarbonização e para a valorização dos nossos recursos naturais”.
Fonte: Ministério do Ambiente e Energia














































