O Laboratório de Análises do Instituto Superior Técnico – LAIST analisou água mineral natural e de nascente proveniente de 53 captações em solo português
26 das águas analisadas encontravam-se já engarrafadas
Resultados confirmam que as águas mantêm 100% das características originais
A Águas Minerais e de Nascente de Portugal – APIAM apresenta, em parceria com a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) e o Laboratório de Análises do Instituto Superior Técnico (LAIST), o primeiro estudo realizado em Portugal sobre a qualidade e a pureza das águas minerais naturais e de nascente engarrafadas no país.
O estudo, que envolveu 14 empresas do setor, incluiu a realização de 53 análises a captações de água mineral natural e de nascente e 26 análises ao produto final – águas engarrafadas em plástico, vidro, alumínio e ecopack. Pela primeira vez em território nacional foram avaliados contaminantes orgânicos emergentes*, incluindo disruptores endócrinos**, fármacos, hormonas, pesticidas, metabolitos de pesticidas, contaminantes associados a materiais plásticos, herbicidas e PFAS***.
Os resultados obtidos confirmam a manutenção das características originais das águas minerais naturais e de nascente, resultantes de processos naturais de filtração e circulação subterrânea.
Segundo Carla Lourenço, Diretora de Serviços de Recursos Hidrogeológicos e Geotérmicos da DGEG, “este estudo, pioneiro em Portugal na análise de compostos orgânicos em águas minerais naturais e águas de nascente, fora do âmbito habitual, demonstra, do ponto de vista técnico e científico, que estes recursos são de excelência, apresentando ausência de contaminação orgânica nos parâmetros analisados e representando um avanço significativo no aprofundamento do seu conhecimento”. Acrescenta ainda que “a estabilidade das águas minerais naturais resulta da sua circulação profunda e lenta, com processos de interação água-rocha que podem prolongar-se por dezenas a milhares de anos; como consequência, obtêm-se águas com uma composição química bem definida e específica”.
A responsável sublinha igualmente que estas águas não são sujeitas a qualquer tipo de tratamento, mantendo uma composição química estável desde a origem, o que evidencia a sua pureza natural.
De acordo com as conclusões do estudo, ao contrário de outros tipos de água, cuja segurança depende em larga medida de processos tecnológicos posteriores, nas águas minerais naturais e de nascente a proteção é assegurada pela origem e desde a origem – no subsolo.
Num contexto marcado pelo debate em torno do futuro da água, da proteção dos recursos naturais e da sustentabilidade dos territórios, os resultados deste estudo representam um marco relevante para o setor.
Nuno Ramiro Bernardo, presidente da APIAM, destaca que “a investigação, conduzida pela LAIST, no âmbito de protocolo entre a DGEG e a Associação, demonstra, com base em evidência científica rigorosa, que as águas mantêm níveis de pureza e qualidade excecionais”.
O responsável sublinha ainda o carácter único destas águas face a outras categorias: “Enquanto noutros casos a segurança depende sobretudo de tratamentos químicos que pretendem assegurar a potabilidade ou de processos tecnológicos adicionais, nas águas minerais naturais e de nascente a qualidade e a segurança são garantidas de forma natural, desde a origem”.
Num contexto de crescente atenção às questões ambientais e de saúde pública, estes resultados reforçam a confiança dos consumidores e valorizam um recurso natural que é considerado único em Portugal.
Fonte: Águas Minerais e de Nascente de Portugal – APIAM













































