O presidente da ViniPortugal, Frederico Falcão, considera que o acordo comercial UE/Índia “é bastante positivo” porque vai tornar os vinhos portugueses mais competitivos naquele mercado.
No caso do vinho, o acordo hoje assinado entre a União Europeia (UE) e a Índia prevê uma descida das tarifas sobre a importação daquele produto dos atuais 150% para 75%, num primeiro momento, e para 30% no prazo de sete anos.
Portugal exportou em 2024 cerca de 964 milhões de euros em vinho, com o mercado indiano a representar compras de apenas 300 mil euros, disse à Lusa o responsável da ViniPortugal, uma organização vocacionada para a promoção dos vinhos portugueses.
Apesar de a Índia ser um mercado muito reduzido para o consumo de bebidas alcoólicas, por razões religiosas, Frederico Falcão considera que a redução das tarifas tornará mais competitivos os vinhos, portugueses e europeus, em relação aos produzidos no Chile e na Austrália, que beneficiam de tarifas mais baixas à entrada naquele país.
“A Índia nunca será um mercado muito relevante, mas é mais uma porta que se abre para os produtores nacionais”, disse.
O responsável da ViniPortugal vê ainda “com bons olhos” que a União Europeia esteja “a incluir o vinho nos acordos comerciais” assinados recentemente.
Lamentou, no entanto, a inexistência de um calendário para a descida das tarifas sobre o vinho até 30%, num prazo de sete anos, afirmando desconhecer se a redução acontecerá por etapas, e com que periodicidade, até atingir aquele valor.
A UE e a Índia concluíram hoje um acordo comercial considerado “histórico” por ambas as partes, que deverá permitir duplicar as exportações europeias de bens até 2032.
A UE é atualmente o maior parceiro comercial da Índia, tendo as trocas bilaterais atingido, em 2024, 120 mil milhões de euros.













































