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– 29-01-2013 |
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Fagrorural reclama apoios iguais para agricultores afectados por inc�ndios e temporais
A Federa��o de Associa��es Agroflorestais Transmontanas (Fagrorural), com sede em Vila Real, reclamou hoje para os agricultores afectados pelos inc�ndios do ver�o passado apoios id�nticos aos atribuídos agora �s v�timas das intempôries. "são situa��es excepcionais, situa��es de catéstrofe, que merecem o mesmo tipo de apoios", afirmou o dirigente da Fagrorural, Armando Carvalho, em declarações � agência Lusa. Segundo o respons�vel, no ver�o passado os inc�ndios afectaram as produ��es de agricultores e produtores, principalmente na zona de Chaves. Armando Carvalho destacou o caso de um produtor que, em 11 de Agosto, perdeu toda a sua explora��o agropecu�ria, desde o efectivo de 160 ovelhas, o `stock` de palhas, fenos e cereais, ainda todas as m�quinas e os tractores. O respons�vel ressalva que o agricultor ficou completamente sozinho e s� tem conseguido sobreviver com a ajuda dos vizinhos e amigos. "Tem � volta de 60 anos e está agora a come�ar uma nova vida. Porque tudo o que teve até agora foi destru�do pelo inc�ndio", frisou. Na altura, segundo Armando Carvalho, foi feito o levantamento dos preju�zos e foi pedida ajuda ao Governo, mas, até ao momento, não foi dada qualquer resposta ao produtor. Dois dias depois do temporal da semana passada, a ministra da Agricultura e do Mar visitou a P�voa de Varzim, tendo garantido que a "comparticipa��o" para os agricultores que ficaram com as suas plantações destru�das, devido ao mau tempo, poderia ir até aos 75%, a fundo perdido. Na altura, a governante explicou que os agricultores poderiam recorrer ao ProDeR, uma medida que "tem um grau de comparticipa��o mais elevado do que � normal — 75%", explicou Assun��o Cristas, sublinhando que estes fundos agr�colas europeus visam "dar apoio � agricultura para reposi��o da capacidade reprodutiva". A Fragrorural reivindica agora "um tratamento igual", permitindo aos agricultores afectados pelos inc�ndios aceder Também ao ProDeR. "Porque a ess�ncia da medida � repor o potencial produtivo das explora��es agr�colas", salientou. Armando Carvalho salientou ainda que os produtores transmontanos não t�m culpa da intempôrie deles "ter sido um inferno de fogo". O inc�ndio que afectou este produtor de Chaves deflagrou �s 13:00 do dia 11 de Agosto e foi dado como extinto �s 07:00 do dia 12. Queimou 560 hectares, nomeadamente 130 hectares de área agr�cola, 140 de mato e 290 de pinheiro bravo, este �ltimo avaliado em 1,3 milhões de euros, de acordo com as tabelas da Autoridade Florestal Nacional. Segundo a GNR, este fogo teve uma origem intencional, dolosa, decorrendo ainda o inqu�rito. Fonte: Lusa
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