|
|
|
|
|
|
|
|
– 23-09-2004 |
[ Agroportal ] [ Nacional ] [ Internacional ] |
Alqueva : Sistema de rega pode ser antecipado em dez anosBeja, 22 Set O novo cen�rio foi hoje apresentado em Beja, durante um semin�rio sobre a "Estratégia Agr�cola para o Alqueva", que contou com a presença do ministro da Agricultura, Pescas e Florestas, Costa Neves, o qual prometeu que, quinta-feira, vai tomar uma decisão sobre esta matéria. "A não ser que, hoje, ou�a aqui qualquer coisa que me surpreenda muito ou um argumento forte, entrei nesta sala [do col�quio] convencido que � sempre melhor uma solu��o que envolva as pessoas e que seja personalizada. Conto tomar a decisão na quinta-feira", afirmou o governante aos jornalistas. O col�quio que hoje decorre, até ao final da tarde, no N�cleo Empresarial da Regi�o de Beja (NERBE), pretende informar os agricultores, as associa��es representativas do sector e os autarcas da área de influ�ncia de Alqueva, entre outros "actores" regionais, das vantagens e desvantagens do modelo de infra-estrutura de rega que for implementado. O sistema de rega que, até agora, estava delineado no ambito do empreendimento com o objectivo de criar 110 mil hectares de novos regadios na regi�o, denominava-se "chave na m�o" e previa que, até 2025, o Estado constru�sse todas as infra-estruturas para o fornecimento de �gua aos agricultores, incluindo a sua distribui��o dentro das explora��es. De acordo com o modelo alternativo e personalizado que o ministério da Agricultura agora prop�e, adequado caso a caso, o Estado assegura o transporte da �gua até �s explora��es, ficando entregue ao agricultor o investimento na rede terci�ria, ou seja, as bocas de rega. "A op��o ‘chave na m�o’ desperdi�a estruturas de rega que j� se encontram no terreno e trata todas as áreas a irrigar com �gua � mesma pressão, independentemente das caracterásticas do terreno, além de prolongar em dez anos o fim do processo", explicou o ministro. Em contraponto, o m�todo personalizado permite um envolvimento "muito maior" dos agricultores, adaptando as infra-estruturas de rega aos terrenos e �s culturas. "Podemos terminar os investimentos em 2015, antecipando-os em dez anos e poupando cerca de 250 milhões de euros. Contudo, comprometo-me a gastar esse dinheiro noutras fases do Alqueva", disse Costa Neves. além disso, o ministro da Agricultura prometeu Também que a tabela fixada para o pre�o da �gua utilizada para regar (definida no tempo dos executivos PS) vai ser cumprida: "Qualquer que seja a solu��o adoptada, a �gua nunca será mais cara para o consumidor, podendo até ser mais barata". O sistema de rega personalizado, caso seja aprovado pelo ministério, até pode vir a vigorar apenas para as grandes explora��es agr�colas, j� que Costa Neves admitiu poder manter o esquema "chave na m�o" para os pequenos agricultores. A criação de linhas de financiamento que possam apoiar os investimentos que os "homens da terra" teráo de suportar para construir infra-estruturas de rega ou a redu��o do pre�o da �gua para colmatar essas despesas foram outros dos cen�rios admitidos pelo ministro. A decisão final s� dever� ser conhecida quinta-feira mas, segundo Castro e Brito, da Federa��o dos Agricultores do Baixo Alentejo (FABA), a proposta "� positiva e pragm�tica". "Tem um resultado vis�vel, que � acelerar todo este projecto. A componente privada � penalizada, porque exige mais investimento, mas este pode vir a ser recuperado e os agricultores t�m vontade de meter m�o nesta obra, para come�arem a regar", disse. J� Am�ndio Freitas, da Confedera��o Nacional da Agricultura (CNA), mostrou-se mais c�ptico, alertando para as debilidades econ�micas e financeiras do sector agr�cola e reclamando um sistema "forte" de apoios para que as despesas dos agricultores "não coloquem em risco os resultados de Alqueva".
|
|
|
|
|
| Produzido por Camares � – � 1999-2007. Todos os direitos reservados. Optimizado para o IE 5.#, resolu��o 800 x 600 e 16 bits |











































Discussão sobre este post