O Governo antecipou este ano o pagamento de mais de um milhão de euros às corporações de bombeiros das regiões mais afetadas pelos incêndios rurais para ajudar nas despesas extraordinárias, disse hoje o ministro da Administração Interna.
Na cerimónia de apresentação do balanço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) deste ano, Luís Neves considerou que preparar uma resposta aos fogos significa “assegurar que os corpos dos bombeiros têm condições para continuar a funcionar durante os períodos de maior empenhamento” de meios.
“Um corpo de bombeiros que passa semanas num grande incêndio suporta despesas significativas com combustível e alimentação. A demora no reembolso dessas despesas pode comprometer esta atividade. Este ano o Estado adiantou esses pagamentos aos corpos de bombeiros com maior área afetada”, salientou.
O governante avançou que no total os adiantamentos ultrapassaram um milhão de euros.
Luís Neves destacou também a criação em abril do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) em Leiria, no distrito mais atingido pelas tempestades do início do ano e onde se temia “o pior neste verão” em termos de incêndios devido às milhares de árvores caídas.
O CIPO, sediado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, foi criado para reduzir o risco de incêndio rural e teve como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.
Segundo o governante, o CIPO permitiu desobstruir cerca de 40 mil quilómetros de rede viária florestal naquela região.
Questionado pela Lusa sobre o futuro do CIPO, o ministro disse que a atividade foi interrompida, mas vai ser retomada após uma avaliação com os 26 autarcas sobre as necessidades e onde pode haver maior intervenção por parte desta estrutura.















































