A Fundação Mendes Gonçalves, através do seu programa Regenerar, lançou o novo guia de boas práticas “Proteção e Regeneração do Solo”.
Num cenário marcado por desafios crescentes — como a degradação acelerada dos solos, a acentuada perda de biodiversidade, a escassez de recursos hídricos e a necessidade urgente de adaptação às alterações climáticas —, a agricultura regenerativa tem assumido um papel de destaque nas políticas de sustentabilidade. Contudo, a transição para este modelo exige rigor e desmistifica a ideia de que existe uma fórmula única para o sucesso.
O novo manual reforça precisamente que a implementação de práticas regenerativas não segue uma “receita universal”. Pelo contrário, exige conhecimento científico atualizado, capacidade de diagnóstico e uma compreensão profunda do contexto específico de cada ecossistema agrícola.
Ao aproximar a investigação académica da prática agrícola diária, o documento reúne um conjunto de recomendações técnicas que pretendem capacitar os profissionais do setor para uma tomada de decisão mais informada. O objetivo central é claro: promover modos de produção e consumo que sejam simultaneamente mais inclusivos e sustentáveis, garantindo o desenvolvimento ecológico e a viabilidade do setor.
“Porque regenerar é possível. E o primeiro passo não é intervir – é compreender”, sublinham os promotores da iniciativa, destacando a importância da avaliação cuidada antes de qualquer alteração no maneio do solo.
Esta iniciativa reflete o compromisso do programa Regenerar, da Fundação Mendes Gonçalves, com a adoção de soluções enraizadas localmente que protejam o futuro das comunidades rurais e do planeta.
O guia “Proteção e Regeneração do Solo” destina-se a todos os profissionais da fileira agrícola, investigadores e cidadãos interessados, encontrando-se disponível para consulta aqui
O artigo foi publicado originalmente em Rede Rural Nacional.















































