O Presidente norte-americano anunciou hoje a suspensão de tarifas sobre a importação de 300.000 toneladas de carne de vaca para os Estados Unidas nos próximos 90 dias, a poucos meses das eleições intercalares.
“Enquanto nos esforçamos por reconstituir o rebanho [de bovinos] e apoiar os nossos criadores, durante os próximos 90 dias, os Estados Unidos vão autorizar a importação de até 300.000 toneladas de produtos destinados a carne de vaca picada, isentos de direitos aduaneiros fora do contingente”, afirmou Donald Trump na sua plataforma Truth Social.
De acordo com dados oficiais sobre a inflação em maio, um bife de vaca está 15% mais caro do que no período homólogo do ano passado.
Os preços refletem, nomeadamente, as tensões na oferta, com o número de cabeças de gado no nível mais baixo desde a década de 1950.
Especialistas da área apontaram razões climáticas, nomeadamente as secas recorrentes que destroem as pastagens.
O poder de compra é uma das principais preocupações dos norte-americanos a menos de três meses das eleições intercalares, previstas para novembro.
O líder republicano de 80 anos afirmou que a carne importada seria vendida “a um preço 25% inferior aos preços atualmente praticados no mercado”.
Trump não especificou, no entanto, de que países proviria essa carne.
No final de julho, o Departamento da Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) anunciou o reinício iminente das importações de gado mexicano, mais de um ano após a suspensão provocada por um desacordo sobre o combate a um parasita.
O México exportou pouco mais de um milhão de cabeças para os Estados Unidos em 2024, de acordo com as estimativas dos dois governos.
Perante o impacto inflacionista das sobretaxas, principal arma económica de Donald Trump, Washington tinha também anulado as que visavam uma série de produtos agrícolas provenientes do Brasil, como a carne de vaca, mas também o café e os tomates.













































