O Ministério do Ambiente e Energia vai disponibilizar mais cerca de 4,2 milhões de euros para um novo conjunto de intervenções destinadas à recuperação e reabilitação de áreas afetadas pela sucessão de intempéries severas que atingiu Portugal no início de 2026 e provocou inundações, deslizamentos de terra, derrocadas, danos em linhas de água e forte erosão e destruição em várias zonas do litoral.
Deste montante, quase 3,2 milhões de euros destinam-se a 23 municípios, para intervenções de recuperação em linhas de água e no litoral, e 1 milhão de euros à APFF – Administração do Porto da Figueira da Foz, S. A., para a realização de dragagens na foz do rio Mondego, necessárias na sequência das tempestades que afetaram a respetiva bacia hidrográfica.
Os municípios abrangidos por este conjunto de apoios são Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Anadia, Baião, Belmonte, Castro Marim, Ferreira do Zêzere, Fronteira, Lagoa, Lagos, Manteigas, Marvão, Mealhada, Nelas, Portalegre, Portimão, Santa Comba Dão, Sever do Vouga, Silves, Tomar, Trofa e Vendas Novas.
As intervenções integram a resposta do Governo aos danos provocados pelas condições meteorológicas adversas que atingiram diferentes regiões do País e complementam os apoios já mobilizados para os territórios abrangidos pelas situações de calamidade e contingência.
Na sequência da tempestade Kristin, a 28 de janeiro, e das intempéries que se seguiram, em fevereiro, o Governo adotou um conjunto de medidas excecionais de apoio à recuperação dos territórios, que inclui a reconstrução e reabilitação de património ambiental e intervenções de emergência em infraestruturas ambientais.
Este será um dos últimos grupos de municípios a começar a receber apoio do Fundo Ambiental para intervenções de recuperação e reabilitação do litoral, encostas, linhas de água e recursos hídricos afetados pelas intempéries de 2026. Estes apoios dão continuidade à resposta aos danos identificados pelos municípios e pelas entidades competentes e permitem avançar com intervenções consideradas prioritárias para a recuperação dos territórios.
Para a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, “é fundamental concluir a recuperação dos territórios afetados. Foi esse o compromisso que assumimos desde o primeiro momento: estar no terreno, trabalhar em estreita articulação com os municípios e assegurar que as necessidades identificadas têm uma resposta concreta e adequada à realidade de cada território”.
“Ao longo dos últimos meses foi desenvolvido um trabalho de avaliação dos danos e de definição das intervenções prioritárias, tendo em conta as especificidades das áreas afetadas. Podemos agora avançar para a concretização dessas medidas e dar continuidade ao processo de recuperação”, acrescenta Maria da Graça Carvalho.
Fonte: Gabinete da Ministra do Ambiente e Energia














































