A Amazónia registou no primeiro semestre deste ano a menor área com sinais de desmatamento detetados por satélite em 10 anos, informou hoje o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) do Brasil.
Nos seis primeiros meses de 2026, o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Inpe identificou 1.295 quilómetros quadrados (km²) de áreas com alerta de desflorestação do bioma.
Essa medição representa o menor patamar numa década desde o início da série histórica iniciada em 2016 pelo Inpe.
No mês de junho de 2026, os alertas de desmatamento somaram 297,26 km², ante 457,61 km² em junho de 2025, o que representa uma queda de 35%.
No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos de desmatamento na Amazónia somaram 2.485,90 km², ante 3.959,98 km² no mesmo intervalo do ano anterior, o que representa uma redução de 37,2%.
Já no bioma Cerrado, a área de alerta de desmatamento nos seis primeiros meses deste ano foi a mais baixa desde 2021, com 3.142 km².
Apenas em junho de 2026, segundo o Inpe, “os avisos de supressão da vegetação nativa no Cerrado somaram 481,53 km², ante 508,69 km² em junho de 2025 – uma queda de 5,3%”.
Já no acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os alertas somaram 4.689,40 km², ante 5.091 km² no mesmo período do calendário anterior, o que representa menos 7,9%.













































