Durante a execução do projeto, a UTAD recebeu 1.204 alunos de escolas de toda a região, proporcionando-lhes uma experiência de contacto direto com o ensino superior e com as áreas das ciências agrárias e veterinárias. Deste universo, 986 concluíram com sucesso o programa e receberam certificado de participação.
Através de atividades práticas, visitas a laboratórios, demonstrações experimentais, sessões técnicas e experiências de campo, os participantes tiveram oportunidade de conhecer tecnologias e metodologias utilizadas nos setores agrícola e veterinário. O contacto com docentes, investigadores, técnicos e estudantes da UTAD permitiu-lhes compreender melhor as oportunidades académicas e profissionais associadas a estas áreas, cada vez mais relevantes para responder aos desafios da sustentabilidade, da gestão dos recursos naturais, da produção alimentar e da saúde animal.
O impacto da iniciativa é visível nos testemunhos dos participantes. Para Matilde, aluna do 12.º ano da Escola Secundária da Sé, em Lamego, o programa permitiu descobrir áreas até então desconhecidas. “É um projeto muito abrangente, que mostra várias oportunidades e vários caminhos que podemos seguir. Mostrou-me áreas que eu não tinha ideia que existiam e trouxe-me mais conhecimento”, refere.
Também Miguel, aluno da mesma escola, considera que o AgroEduca Futuro contribuiu para alargar horizontes vocacionais. “Este projeto acaba por nos abrir horizontes para áreas que se calhar não conhecemos tão bem”, afirma, recordando atividades relacionadas com Arquitetura Paisagística e Engenharia Florestal.
A relevância educativa da iniciativa é igualmente reconhecida pelos professores que acompanharam os alunos. Para Nuno Paula Santos, professor de Biologia e Geologia da Escola Secundária da Sé, em Lamego, projetos desta natureza são fundamentais para valorizar áreas estratégicas que nem sempre são suficientemente conhecidas pelos jovens. “Esta iniciativa vem demonstrar a utilidade daquilo que é a componente agrária e tudo o que lhe está associado”, afirma.
O docente destaca ainda a crescente complexidade tecnológica e científica do setor. “Quando falamos de Ciências Agrárias esquecemo-nos muitas vezes da química, da biotecnologia, da gestão de recursos ou da inovação tecnológica. Tudo isto faz parte de um setor que tem um papel fundamental no futuro”, explica o docente, salientando, ainda, a importância da componente prática proporcionada pelo programa.
Para além da vertente científica e tecnológica, o AgroEduca Futuro sensibilizou os participantes para os desafios da sustentabilidade, da inovação e da transformação digital nos setores agrícola e veterinário, contribuindo para uma maior valorização destas áreas e para o despertar de novas vocações.
O presidente da Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias da UTAD, José Luís Mourão, considera que “os resultados alcançados demonstram a importância de aproximar os jovens das ciências agrárias através de experiências práticas e diferenciadoras”. “O elevado número de participantes e de alunos certificados evidencia o interesse crescente por estas áreas e reforça a responsabilidade das instituições de ensino superior na promoção de vocações e na formação dos profissionais que o setor necessita”, sublinha.
Os 1.204 participantes e os 986 certificados atribuídos refletem o impacto positivo da iniciativa e confirmam o sucesso de uma ação que aproximou centenas de jovens do conhecimento, da inovação e das oportunidades de futuro associadas às ciências agrárias e veterinárias, contribuindo para o despertar de novas vocações nestas áreas.
Sobre o AgroEduca Futuro
O AgroEduca Futuro é uma iniciativa promovida pela Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias (ECAV), no âmbito do projeto Agro@TecVerde, cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que visa aproximar os alunos do ensino secundário das ciências agrárias e veterinárias.
Através de atividades práticas, experiências laboratoriais, demonstrações científicas e contacto direto com investigadores e docentes, a iniciativa deu a conhecer as oportunidades académicas e profissionais associadas a áreas como a agricultura, a floresta, a saúde animal, a sustentabilidade e a inovação tecnológica.
Participaram no programa mais de 1.200 alunos de 15 escolas ou agrupamentos, designadamente: Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, Agrupamento de Escolas de Castro Daire, Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto, Agrupamento de Escolas da Sé – Lamego, Agrupamento de Escolas de Lousada, Agrupamento de Escolas Dr. António Granjo (Chaves), Agrupamento de Escolas de Mondim de Basto, Agrupamento de Escolas Vale do Ovil (Baião), Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar, Agrupamento de Escolas de Murça, EPAMAC – Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Marco de Canaveses, EPDRR – Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Rodo, Escola Secundária de Amarante, Escola Secundária de Penafiel e Escola Secundária de São Pedro, em Vila Real.
A iniciativa contribuiu para reforçar a ligação entre a UTAD e as escolas da região, promovendo a literacia científica e a valorização de setores fundamentais para o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais.
O artigo foi publicado originalmente em UTAD.














































