A greve geral convocada para esta quarta-feira, dia 2 de junho, está a ter um impacto praticamente nulo nos setores agrícola e florestal, segundo a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), com base em dados recolhidos junto de organizações associadas e empresas agrícolas de várias regiões do país.
De acordo com a confederação, a atividade decorre com normalidade na esmagadora maioria das explorações agrícolas e agroindustriais, de Norte a Sul, sem registo de perturbações relevantes no funcionamento das empresas nem de adesão significativa à paralisação.
Nas principais zonas de produção agrícola do Alentejo, as empresas reportaram níveis de assiduidade próximos dos 100%, com os trabalhos a decorrer sem constrangimentos.
A CAP refere uma situação semelhante na região do Mondego, em várias zonas do Centro do país e no Oeste, onde não foram registadas paralisações nos setores agropecuário e florestal.
No Douro, a adesão à greve é descrita como residual nas principais empresas agrícolas. A confederação assinala apenas faltas pontuais em algumas unidades de transformação a Norte, na zona de Gaia, associadas sobretudo ao encerramento de escolas e a dificuldades de transporte, e não à adesão à greve.
Também no setor vitivinícola não existe, até ao momento, reporte de impacto relevante a nível nacional. A mesma situação é indicada para o setor avícola, incluindo os serviços de inspeção sanitária, onde não são conhecidos casos de adesão.
Segundo a CAP, a informação recolhida no terreno confirma que a agricultura portuguesa mantém a atividade regular, assegurando o abastecimento alimentar e o funcionamento das cadeias de produção agroalimentar.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.














































