O Grupo Parlamentar do Partido Socialista requereu a realização de audições urgentes ao Ministro da Agricultura e Mar e às três principais confederações agrícolas – Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) e Confederação Nacional da Agricultura (CNA) – perante a gravidade da situação do setor agroalimentar e a ausência de respostas do Governo às preocupações dos agricultores.
Estando em causa um período particularmente difícil, marcado por atrasos no pagamento de apoios, perda de competitividade face aos parceiros europeus e falta de diálogo entre a tutela e as organizações representativas da produção, o PS considera urgente obter esclarecimentos através destas audições na Comissão de Agricultura e Pescas.
Recorde-se que, nas últimas semanas, CAP, CONFAGRI e CNA tornaram públicas críticas à atuação do Governo, apontando a falta de concertação e de respostas concretas. A situação levou as estruturas representativas do setor a solicitar audiências urgentes ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro.
Este afastamento entre o Governo e as organizações agrícolas é especialmente preocupante num momento em que estão em discussão, a nível europeu, decisões determinantes para o futuro dos fundos agrícolas e da Política Agrícola Comum.
“Portugal não pode defender os seus interesses nas negociações europeias sem ouvir quem conhece o terreno e representa os produtores”, refere Pedro do Carmo, Coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão de Agricultura e Pescas, alertando para o risco de a falta de articulação com as confederações poder fragilizar a capacidade de influência do país e comprometer a defesa das verbas e dos recursos necessários à agricultura nacional.
“Quando as organizações representativas dos agricultores se veem obrigadas a procurar a intervenção dos mais altos órgãos de soberania, é evidente que os canais de diálogo com a tutela não estão a funcionar. O Governo não pode continuar a ignorar os problemas de quem produz”, defende Pedro do Carmo, lamentando que, “em vez de promover o diálogo institucional, o Governo esteja a optar por uma atitude de autossuficiência e autismo político, recusando escutar os pedidos urgentes das estruturas representativas do setor”.
O objetivo das audições agora requeridas é conhecer a dimensão dos problemas, perceber as razões para a ausência de concertação e exigir respostas sobre os apoios em atraso, a competitividade da produção nacional e a posição de Portugal nas negociações europeias.
Fonte: PS















































