O setor do azeite enfrenta uma nova etapa. Após a recuperação da produção registada na campanha 2024/25, o mercado enfrenta agora um cenário marcado pela evolução do consumo, pela incerteza geopolítica, pela transformação dos mercados internacionais e pela necessidade de reforçar a competitividade num contexto cada vez mais exigente.
Segundo o Conselho Oleícola Internacional (COI), a produção mundial atingiu os 3,57 milhões de toneladas na campanha 2024/25, mais 38% do que na anterior. Para a campanha 2025/26, o organismo prevê uma produção de 3,44 milhões de toneladas, enquanto o consumo continuará a crescer até superar os 3,24 milhões de toneladas. Neste cenário, Espanha voltará a desempenhar um papel determinante, com uma produção estimada em cerca de 1,4 milhões de toneladas.
Neste contexto e com o objetivo de dar perspetiva ao futuro de todo o setor, o Grupo Interóleo, com o patrocínio do Grupo MIGASA, da Sanitas e da Caja Rural de Jaén, organiza no próximo dia 24 de setembro, no HO Ciudad de Jaén by Olivencia, uma jornada intitulada «O setor do azeite do presente. Entre a estratégia e a operação», que reunirá destacados especialistas nacionais e internacionais para analisar, além dos preços, a situação global mundial e como esta pode afetar a evolução do mercado oleícola mundial.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, e os lugares são limitados. Os interessados podem confirmar a sua presença através do e-mail eventos@agrifood.es.
A jornada começará com as boas-vindas institucionais a cargo do presidente do Grupo Interóleo, Juan Gadeo, que manifestou que “esta jornada pretende trazer ao setor uma visão global sobre o mercado que nos permita fazer uma análise futura de todos os fatores que podem afetar os operadores, mas com uma perspetiva a longo prazo, para poder planear as estruturas produtivas e de comercialização necessárias para responder à procura internacional, para onde se dirigem 30% das nossas vendas”.
Um dos momentos de maior destaque será a intervenção de Jaime Lillo, diretor-executivo do Conselho Oleícola Internacional (COI), que oferecerá uma visão global sobre as perspetivas do cultivo do olival e do mercado internacional do azeite, analisando a evolução da produção, do consumo e das tendências que definirão o setor nos próximos anos.
A geopolítica ocupará também um lugar de relevo no programa. A evolução das relações comerciais internacionais, os conflitos aduaneiros e a incerteza económica condicionam cada vez mais a competitividade das empresas oleícolas e a capacidade do setor para consolidar a sua presença nos mercados externos.
Precisamente, um dos focos de interesse serão os Estados Unidos, um dos principais mercados para o azeite espanhol fora da União Europeia. Durante a campanha 2024/25, este país importou 437.309 toneladas de azeite, mais 20,6% do que na campanha anterior. Espanha manteve-se como o seu principal fornecedor, com 154.296 toneladas, o equivalente a aproximadamente um terço do volume total importado, sendo por isso um mercado de grande importância para a produção espanhola.
Sobre este cenário aprofundará Joseph Profacci, diretor-geral da North American Olive Oil Association (NAOOA), que analisará a situação do mercado norte-americano e as perspetivas que se abrem para as empresas exportadoras num contexto internacional marcado pela incerteza comercial.
Dirigida a produtores, cooperativas, lagares, comercializadores, técnicos e empresas do setor, a jornada pretende converter-se num fórum para partilhar conhecimento, trocar experiências e oferecer ferramentas que permitam enfrentar com maiores garantias os desafios do presente e aproveitar as oportunidades do futuro.
Traduzido com auxílio de IA.
Fonte: Grupo Interóleo













































