Moçambique pretende otimizar os recursos hídricos para aumentar a produção agrícola em zonas áridas, através do novo projeto de monitorização de solos, orçado em meio milhão de euros, um financiamento da Espanha, anunciou hoje o Ministério da Agricultura.
“Nas zonas em que nós já temos água, o que vamos fazer é otimizar a utilização da água para a produção (…). Então, respondendo à questão é exatamente nas zonas mais áridas”, disse aos jornalistas o secretário permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Acubar Batista, em Maputo, referindo-se às zonas onde a iniciativa será implementada.
O responsável falava à margem do primeiro congresso do ministério que serviu também para o debate sobre o financiamento ao setor agrícola, inovação tecnológica, além da resiliência climática e o reforço das políticas públicas, com potencial para influenciar diretamente o aumento da produção, a segurança alimentar e o desenvolvimento económico do país.
O novo projeto, designado “Cesal Mozambique”, um teledetetor agroalimentar, com duração de dois anos, visa identificar os problemas, desafios e ajudar o desenvolvimento do país, através de uma melhoria da monitorização dos campos agrícolas que, numa primeira fase, será implementado em todos os distritos com escassez de água nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, na região norte do país, e Gaza e Maputo, no sul.
O secretário permanente do ministério garantiu que o executivo vai criar linhas de financiamento para os vários estratos de produtores locais, que se dedicam a agricultura familiar, e as pequenas e médias empresas para “mudarem para a agricultura de negócio”.
A iniciativa “Cesal Mozambique”, orçada em meio milhão de euros, do financiamento do Governo de Espanha, prevê ainda reduzir a deslocação de uma equipa técnica durante as atividades de monitorização, usando ferramentas que avaliam o estado dos campos agrícolas através de imagens de satélite, explicou Marcos Garrido, diretor do projeto.














































