O ministro da Agricultura moçambicano, Roberto Albino, disse existir um vasto potencial de mercado para o investimento privado na produção e comercialização de sementes certificadas, sublinhando o potencial de crescimento do setor agrícola no país.
“Precisamos de compor cerca de 170 mil kits de insumos agrários para os agricultores afetados [pelas cheias] e em emergência. Apenas 20% dos ‘kits’ foram possíveis de satisfazer com insumos nacionais, o que significa que o espaço de mercado para as empresas que querem investir na produção e venda de sementes certificadas é muito grande”, disse o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas de Moçambique, citado hoje pela comunicação social.
O governante explicou que os investidores interessados no setor das sementes têm “as portas 100% abertas” para dialogar com o Governo, que dispõe de mecanismos para apoiar imediatamente o processo de investimento no setor.
Na terça-feira, as autoridades do distrito de Chókwe, na província moçambicana de Gaza, avançaram precisar de mais 23 mil toneladas de sementes para a época agrícola, após 45 mil hectares de culturas terem sido devastados pelas últimas cheias.
“Temos 85 toneladas de milhos, é a semente que neste momento estamos a fazer a distribuição, e temos outras quantidades de semente que recebemos, que vão beneficiar 1.200 produtores (…). Neste momento temos o défice de 23 mil toneladas de sementes”, disse o administrador do distrito de Chókwe, Narciso Nhamuoco.
Os dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, na atual época das chuvas no país, 320.426 hectares de áreas agrícolas foram perdidos, afetando 373.241 agricultores, e 531.657 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.
Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.















































