Os setores agrícola e florestal somam, até agora, um prejuízo de 775 milhões de euros devido ao mau tempo, anunciou hoje a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), pedindo uma resposta financeira robusta.
“A devastação provocada pelos sucessivos fenómenos climáticos de extrema gravidade que atingiram o país nos últimos dias já causou prejuízos superiores a 775 milhões de euros nos setores agrícola e florestal”, indicou, em comunicado, a CAP, avisando que este valor pode vir ainda a aumentar, à medida que prossegue o levantamento dos danos.
Os agricultores referiram que os apoios disponibilizados pelos diversos programas europeus são insuficientes e pediram uma “resposta financeira robusta”.
A confederação liderada por Álvaro Mendonça e Moura disse que esta resposta é imprescindível para a reposição da capacidade produtiva e para o ressarcimento dos prejuízos sofridos por milhares de agricultores e produtores florestais.
Assim, a CAP pediu a mobilização urgente de recursos do Orçamento do Estado (OE) para garantir uma rápida resposta, que inclua todos os que foram afetados pelos fenómenos extremos e não apenas os que se encontram em áreas abrangidas pela situação de calamidade.
Os agricultores já solicitaram reuniões, de urgência, com o Governo e partidos políticos com assento parlamentar.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.













































