O administrador-delegado da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Lis disse hoje que a próxima campanha agrícola está comprometida devido às consequências do mau tempo.
“Não só está em causa o que se perdeu agora, mas a próxima campanha está comprometida”, afirmou, numa breve troca de mensagens de telemóvel com a agência Lusa quando a rede o permitiu, Henrique Damásio.
De acordo com este responsável, “1.800 dos 2.145 hectares estão submersos”.
“O rio Lis tem rombos em vários lados e o nosso maior receio é o que poderá ainda vir, sendo que o que já veio é completamente catastrófico em muitos sentidos”, declarou, adiantando que há estações elevatórias submersas, além de que não há energia nem comunicações.
A associação tem cerca 3.700 associados e compreende uma área superior a dois mil hectares divididos por 11 mil parcelas, desde os arredores de Leiria até à Vieira de Leiria, no concelho da Marinha Grande.
As culturas preponderantes são o milho e as hortícolas.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas.

















































