Os produtores de pequenos frutos do concelho de Odemira contabilizam prejuízos provisórios, devido ao mau tempo, que ultrapassam os 10 milhões de euros, disse a organização Lusomorango, que pede acesso aos apoios anunciados pelo Governo.
“A Lusomorango – Organização de Produtores de Pequenos Frutos alertar para o impacto severo da depressão Kristin nas explorações agrícolas do concelho de Odemira. Entre as quatro dezenas de produtores associados, contabilizam-se prejuízos diretos provisórios já superiores a 10 milhões de euros”, apontou, em comunicado.
A perda de capacidade produtiva dos associados da Lusomorango está entre 50% a 70%, após a destruição de infraestruturas agrícolas, sistemas de rega e outros equipamentos.
Esta organização pede, assim, ao Governo que os produtores de Odemira possam aceder às medidas de apoio anunciadas pelo Governo, alertando que, sem isso, dezenas de explorações agrícolas e milhares de empregos podem ficar em causa.
“Manifestamos naturalmente total solidariedade com todas regiões afetadas, mas é fundamental que o Governo considere também a gravidade da situação em Odemira e em outros territórios do país e os inclua no perímetro de ajudas destinadas a responder aos efeitos da depressão Kristin”, afirmou, citado na mesma nota, o presidente executivo da Lusomorango, Joel Vasconcelos.
A Lusomorango pediu ainda uma resposta “rápida, eficaz e justa”, que assegure simplicidade administrativa, de modo a evitar danos irreversíveis para o setor e para a economia.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.













































