Um Estudo de Centro de Biotecnologia dos Açores, em parceria com a Federação Agrícola dos Açores e o Governo Regional, concluiu pela existência de um “ecotipo” de abelha no arquipélago.
O objetivo do projeto passou por determinar, com recurso a análises genéticas, a possível existência de uma linhagem endémica de abelha “Apis Mellífera” nos Açores, contribuindo para o conhecimento científico e para a preservação da biodiversidade local. O estudo não concluiu pela existência de uma raça autóctone, mas identificou um “ecotipo”, com presença significativa em Santa Maria.
As conclusões foram apresentadas este sábado na Associação Agrícola de São Miguel, pelo Professor Artur Machado, do Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA), que relevou a importância das mesmas, tendo em vista a estratégia a seguir para um programa de melhoramento genético.
O especialista sugeriu a definição de um objetivo que potencie a produção de mel, obedecendo à estratégia dos responsáveis e entidades ligadas ao sector apícola. Artur Machado realçou também a importância da classificação do Mel de Incenso com Denominação de Origem (DO), e o estabelecimento de um sistema fiável de controlo. “Isso, o CBA pode fazer”, sustentou.
Presentes na sessão de apresentação do estudo estiveram o presidente da Federação Agrícola dos Açores, que relevou a importância do mesmo, bem como a eficácia da parceria, e o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação. António Ventura falou da importância da identificação deste “ecotipo” de abelhas que considerou “mais uma diferenciação animal a juntar às seis raças autóctones identificadas para outras espécies no arquipélago”.
O governante sublinhou a necessidade de conservar a abelha “Apis Mellifera”, e expressou a disponibilidade do governo, para debater o objetivo a seguir, com a Federação Agrícola dos Açores e as associações do sector
Fonte: Federação Agrícola dos Açores















































