Os municípios que asseguram a congestão do Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM), distrito de Portalegre, garantiram hoje que o território “está preparado” para a época de incêndios, manifestando-se “confiantes em manter aquele património” intacto.
O modelo de cogestão do PNSSM teve início em 2020, através da Associação de Municípios da Serra de São Mamede (AMSSM) – formada pelos municípios de Arronches, Castelo de Vide, Portalegre e Marvão – e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Marvão e também da AMSSM, Luís Vitorino, explicou hoje à agêcia Lusa que os trabalhos na rede primária estão concluídos, tendo sido feita uma “aposta na prevenção” nos últimos tempos.
Além de ações de sensibilização em escolas e aquisição de maquinaria, foram efetuados investimentos na área da videovigilância, estando “praticamente todo o parque natural” abrangido por esta ferramenta, segundo Luís Vitorino.
O autarca, que falava à Lusa na Quinta dos Olhos d´Água, em Marvão, onde foi assinalado o Dia Nacional do Sapador Florestal, indicou que o distrito de Portalegre conta com “cerca de 80 sapadores florestais”, dos quais “entre 40 a 50” dão “resposta direta” ao PNSSM.
No âmbito do plano de atividades da AMSSM, acrescentou, está em fase de projeto a criação de um centro logístico para os sapadores florestais, em pleno parque natural.
Este projeto passa por reabilitar as instalações do perímetro florestal, o que constitui “um objetivo definido” em conjunto com o ICNF.
“Nós vamos tentar encontrar fundos comunitários para desenvolver este projeto, considerado estruturante para os municípios”, disse.
Ao longo dos anos, as questões burocráticas traçadas pelo ICNF junto de proprietários e residentes no PNSSM marcaram a historia daquela área protegida, situação que, segundo Luís Vitorino, está ultrapassada, existindo “um bom clima” entre as partes,
“Sente-se hoje, no território, um clima completamente diferente daquilo que se sentia há alguns anos. Acho que as pessoas [proprietários de terrenos] estão todas a remar para o mesmo lado, o parque natural também agilizou algumas situações que vinha a ter e também está sensibilizado”, disse.
De acordo com Luís Vitorino, as câmaras municipais “conseguiram fazer a ponte” entre o ICNF e os proprietários, existindo agora “um ambiente saudável”.
O Dia Nacional do Sapador Florestal, assinalado em Marvão, contou com a participação das equipas de sapadores florestais dos municípios integrados no PNSSM e dos municípios de Alter do Chão, Crato e Elvas, bem como de Brigadas da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), entre outras entidades institucionais.














































