O governo açoriano disse hoje que continuará a apoiar a fileira do queijo por ser “um pilar essencial do desenvolvimento”, com importância estratégica para a identidade, a economia e o desenvolvimento sustentável da região.
“Hoje celebramos não apenas o Dia Mundial do Queijo, mas também o trabalho diário de centenas de agricultores, produtores e cooperativas que mantêm viva uma das mais fortes tradições agroalimentares dos Açores”, afirmou o secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, citado numa nota de imprensa do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM.
O governante lembra que o queijo açoriano “é mais do que um alimento: é identidade, é economia, é sustentabilidade” e “cada peça produzida reflete a qualidade do leite de pastagem, o saber acumulado ao longo de gerações e o compromisso da região com práticas responsáveis”.
“Continuaremos a apoiar esta fileira estratégica, valorizando quem produz e promovendo os nossos queijos dentro e fora do arquipélago, porque este setor é, e continuará a ser, um pilar essencial do desenvolvimento dos Açores”, afirmou o secretário regional da tutela no Dia Mundial do Queijo.
António Ventura lembra que o setor queijeiro, que está assente, maioritariamente, na produção de leite de pastagem, “reflete a qualidade do sistema agrícola açoriano e o compromisso da região com práticas sustentáveis, sendo reconhecido nacional e internacionalmente pela excelência dos seus produtos”.
Na sua opinião, a data reforça a necessidade de apoiar produtores, cooperativas e indústria, valorizando os queijos regionais como motores de crescimento económico, coesão territorial e promoção externa dos Açores.
O executivo também destaca “o papel essencial dos agricultores e produtores de leite, cujo trabalho diário, aliado ao saber tradicional, garante a autenticidade e a qualidade que distinguem o queijo açoriano”.
A indústria e as cooperativas “são igualmente reconhecidas pela capacidade de transformar leite de elevada qualidade em produtos de excelência, apostando na inovação, certificação e segurança alimentar, fatores que têm permitido aos queijos açorianos conquistar novos mercados e reforçar a notoriedade da região”, adianta.
Segundo a nota, a produção de queijo nos Açores registou uma evolução positiva ao longo da última década, apesar de algumas oscilações.
“Entre 2015 e 2025, o volume total produzido passou de 27,4 mil para 34,6 mil toneladas, um crescimento de 26%, a tendência global manteve-se ascendente, acompanhando de perto o comportamento das entregas de leite, que também aumentaram ligeiramente (+1,8%). O resultado é um setor que cresce de forma moderada, mas consistente, reforçando o peso da indústria queijeira na economia açoriana”, lê-se.
Também é referido que a indústria queijeira “atravessou uma década marcada por mudanças estruturais na oferta e no perfil produtivo das ilhas” e o resultado é “um setor em evolução, mais diversificado e com identidades produtivas cada vez mais definidas entre as ilhas”.
Assim, destaca-se que a indústria queijeira açoriana “encerra a década 2015–2025 com sinais claros de vitalidade e mudança”.
Ainda de acordo com a nota, foi hoje apresentado o Portal dos Queijos dos Açores, considerado “a nova montra digital dos queijos produzidos no arquipélago com o selo Marca Açores”.
A plataforma – disponível em agricultura.azores.gov.pt/queijos -, surge para “valorizar a produção regional, dar maior visibilidade aos produtores e reforçar o conhecimento sobre as características e valores nutricionais destes produtos”.
O portal já reúne cerca de 70 queijos açorianos (desde frescos a curados, de pasta mole a queijos de barrar), permitindo ao público “explorar descrições detalhadas e identificar as zonas onde cada referência pode ser adquirida”.
















































