Resiliência, capacidade de aprender e reajustar decisões. Parece simples e lógico, mas é complexo e nem sempre linear. A curva de aprendizagem na gestão dos pomares modernos de frutos secos está longe de ter chegado à maturidade e os últimos anos têm sido especialmente desafiantes, com as condições climáticas adversas a condicionar, mas também a constatação que a escolha de variedades, e até de localizações, pode não ser sido acertada em muitos casos. É óbvio que a experiência é crucial, e os reajustes, reconversões e acertos são naturais e saudáveis, mas aprender com o erro em agricultura normalmente sai caro ao bolso dos agricultores. Quando essa margem para errar está contemplada e a empresa está preparada para acomodar as mudanças sem desequilibrar as suas contas, esta fase pode ser um vibrante somatório de experiências e conhecimento que só vai preparar, robustecer e dar previsibilidade futura aos decisores. Quando o investimento é feito sem margem para errar, sair do plano pode inviabilizar a atividade.
“A curva de aprendizagem na gestão dos pomares modernos de frutos secos está longe de ter chegado à maturidade e os últimos anos têm sido especialmente desafiantes, com as condições climáticas adversas a condicionar, mas também a constatação que a escolha de variedades, e até de localizações, pode não ser sido acertada em muitos casos.”
É neste frágil equilíbrio que o setor dos frutos secos tenta encontrar caminhos futuros, de forma realista, admitindo que é preciso analisar os resultados por ciclos, e não apenas campanhas, de forma que situações conjunturais não sejam confundidas com estruturais.
Esta edição especial dedicada aos frutos secos (e que antevê a conferência Vida Rural “Produtividade e Resiliência Climática em Frutos Secos”, que se realiza dia 11 de março, em Almeirim) ausculta um conjunto de empresas de diferentes dimensões e geografias, para saber como estão os empresários agrícolas a reagir a uma sequência de más campanhas e de flutuações de mercado. Por onde passará o investimento? E quais as decisões agronómicas que é preciso tomar para preparar os pomares do futuro? Não são respostas fáceis nem imediatas, mas o setor está consciente e preparado para trabalhar na adaptação. Chama-se resiliência. O tal nome do meio dos agricultores…
#agricultarcomorgulho
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.













































