Portugal Fresh – Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal, Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP) e Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN) emitiram um comunicado conjunto em que «denunciam publicamente a perda de competitividade dos produtores portugueses face aos espanhóis: o mercado é o mesmo, os custos também, mas o apoio público é incomparável». No comunicado de 2 de Outubro, as três entidades subscritoras «subscrevem a posição da Confederação dos Agricultores de Portugal [CAP] e exigem ao Governo um pacote de 140 milhões de euros em apoios directos aos agricultores», para corrigir a «desigualdade» entre produtores portugueses e espanhóis.
Portugal Fresh, FNOP e COTHN indicam que «vão também juntar-se à delegação que, no próximo dia 12 de Outubro, entregará estas reivindicações no Parlamento e na residência oficial do Primeiro-Ministro». O comunicado salienta que, «no primeiro semestre de 2026, o défice da balança comercial de frutas, legumes e flores com Espanha agravou-se 20% em valor face ao mesmo período do ano anterior, para 424 milhões de euros».
As três entidades subscritoras defendem que «os produtores portugueses perdem terreno para Espanha» e que «o esforço, a produtividade e o investimento dos produtores portugueses não podem continuar a ser anulados pela diferença entre a resposta do Governo português e a dos nossos vizinhos espanhóis». Neste contexto, consideram que «é inaceitável que Portugal não disponibilize apoios directos robustos aos agricultores, de forma a compensar os custos acrescidos dos factores de produção» e «exigem condições de concorrência iguais».
O artigo foi publicado originalmente em Revista Frutas Legumes e Flores.













































