A produção de azeite em Portugal deverá crescer cerca de 10% na campanha oleícola 2026/2027 face à campanha anterior, segundo as previsões da Olivum (Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal), aproximando o país dos volumes registados na campanha 2024/2025.
De acordo com o comunicado de imprensa, a estimativa baseia-se nas previsões de colheita dos associados da Olivum, que representa cerca de 70% da produção de azeite nacional. Depois de uma campanha anterior que totalizou 160 mil toneladas a nível nacional, os números agora avançados apontam para uma recuperação da produção de azeite no país.
Segundo Gonçalo Moreira, gestor da Olivum, as temperaturas elevadas poderão favorecer uma antecipação da maturação da azeitona, com variações consoante as regiões e as variedades.
“Esta evolução poderá levar alguns olivicultores a iniciar a colheita mais cedo, com a correspondente entrada em funcionamento dos lagares”, afirma o responsável, que ressalva, no entanto, que “é ainda prematuro tirar conclusões sobre a campanha”, referiu.
Do lado dos custos de produção, a associação assinala a subida dos preços dos combustíveis: em Portugal continental, o preço médio do gasóleo agrícola aumentou cerca de 60% e o do gasóleo rodoviário subiu 40%, em comparação com o período homólogo da campanha.
Segundo a Olivum, este encarecimento representa um desafio adicional para as explorações e lagares na gestão da presente campanha.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.
















































