A cerimónia pública, integrada na programação da Semana Cultural de Vilar Maior, reuniu esta segunda-feira, dia 3 de agosto, cerca de meia centena de habitantes da aldeia na entrada do seu Museu Vivo, onde foi apresentado pela primeira vez à comunidade este projeto que pretende reforçar a ligação entre conservação da natureza, património, turismo sustentável e desenvolvimento local.
Promovido pela Rewilding Portugal, o projeto Aldeias Rewilding pretende criar uma rede de aldeias que funcionem como verdadeiras portas de entrada para as áreas rewilding do Grande Vale do Côa, acolhendo visitantes, ajudando-os a descobrir o território e promovendo uma experiência mais completa, informada e benéfica para as comunidades locais. Vilar Maior será a aldeia-piloto deste modelo, que será futuramente alargado a outras localidades da região.
Durante a apresentação pública, Fernando Teixeira, Diretor de Comunicação e Enterprise da Rewilding Portugal, destacou que o projeto representa uma nova etapa no trabalho desenvolvido pela organização nesta aldeia que é especial para a organização. “Ao longo dos últimos anos temos trabalhado para devolver espaço à natureza. Agora queremos dar mais um passo e garantir que quem visita este território conhece também as aldeias, permanece mais tempo, utiliza os serviços locais e leva consigo uma experiência ainda mais rica, deixando algo também no território que visita. Queremos que a natureza seja também uma oportunidade para criar desenvolvimento local”, referiu.
Entre as intervenções previstas para Vilar Maior encontram-se a instalação de painéis interpretativos sobre o território, a aldeia e a biodiversidade; a criação de um mural artístico dedicado a uma ou mais espécies emblemáticas da região, uma escultura artística de grande dimensão também dedicada a uma espécie-chave; nova sinalética de identificação da aldeia e a criação de um Centro de Visitação Rewilding na recepção do Museu Vivo de Vilar Maior. Todas as intervenções serão integralmente financiadas e coordenadas pela Rewilding Portugal com o apoio recebido pela Linha Crescer Turismo do Turismo de Portugal.
O projeto integra ainda um investimento mais alargado apoiado pelo Turismo de Portugal, que permitirá desenvolver um novo website dedicado à visitação do Grande Vale do Côa, uma aplicação móvel para apoiar os visitantes na descoberta do território e um sistema inteligente de monitorização da visitação nas áreas rewilding, contribuindo para uma gestão mais sustentável dos fluxos turísticos. Estes elementos foram apresentados à população durante a sessão pública como parte da visão integrada para o futuro da visitação na região.
A assinatura do protocolo entre estas quatro entidades formaliza igualmente a criação de um comité de acompanhamento composto por todas elas, responsável por acompanhar todas as fases do projeto, desde a seleção das propostas artísticas até à implementação das diferentes intervenções na aldeia. No final da cerimónia, os representantes das quatro entidades assinaram oficialmente o protocolo de colaboração, assinalando o arranque de um projeto que pretende posicionar Vilar Maior como uma referência nacional na ligação entre natureza, património e comunidade.
Para a Rewilding Portugal, este é apenas o primeiro passo de uma visão mais ampla para o Grande Vale do Côa. “Esperamos que, daqui a alguns anos, quando se falar das Aldeias Rewilding, todos saibam que foi em Vilar Maior que tudo começou”, foi a mensagem final deixada pela organização.
Fonte: Rewilding Portugal













































