Projeto “GrassData” para uma área de cerca de cem mil hectares de teste no Alentejo

Projeto “GrassData” para uma área de cerca de cem mil hectares de teste no Alentejo

Enquadrado na Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030, Portugal INCoDe.2030 (designadamente no Eixo 5 – Investigação), que promove, a partir do conhecimento científico gerado com base na análise de grandes quantidades de dados disponíveis na Administração Pública.

A produção de novos conhecimentos relevantes para os cidadãos e a melhoria contínua dos serviços públicos e a otimização de recursos, foi recentemente aprovado pela FCT, o projeto de ID&CT em Ciência dos Dados e Inteligência Artificial na Administração Pública, envolvendo a parceria estabelecida entre a Associação do Instituto Superior Técnico para a Investigação e o Desenvolvimento (IST-ID) e o IFAP.

O projeto ID&CT designado “GrassData” – “Desenvolvimento de algoritmos para identificação, monitorização, verificação de conformidade e quantificação de sequestro de carbono em pastagens”, tem como objetivo desenvolver algoritmos, que utilizarão microdados detidos pelo IFAP para calibração e validação dos dados, para a monitorização e verificação de conformidade que automaticamente verifiquem os resultados de práticas que melhoram a proteção do solo e o sequestro de carbono em pastagens (como gestão de matos e existência de gradagens). Tais algoritmos poderão contribuir positivamente para as atividades do IFAP, tal como para outros organismos públicos responsáveis pela avaliação de políticas públicas de agricultura e ambiente.

O projeto terá uma área de cerca de 100.000 hectares de teste no Alentejo, a região nacional com mais pastagens e, possui articulação com o Grupo Operacional Solo, liderado pela Terraprima, através do projeto PDR2020-101-031243, designado “Avaliação da dinâmica da matéria orgânica em solos de pastagens semeadas biodiversas através do desenvolvimento de um método de monitorização expedito e a baixo custo”.

O projeto obteve um financiamento de € 239.733,72 e a sua execução decorrerá ao longo de 36 meses, entre 2020 e 2022.

O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

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