A produção agrícola em Moçambique cresceu 15,7% na última campanha, de 2024/2025, para mais de 352,2 milhões de toneladas, segundo dados do Ministério da Agricultura.
De acordo com informação da execução orçamental de 2025, que incorpora dados do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, os resultados da última campanha agrícola comparam com as quase 304,5 milhões de toneladas da campanha de 2023/2024.
Só a produção hortícola cresceu num ano 39,3%, para 112,7 milhões de toneladas, e os cereais 19,9%, para 57 milhões de toneladas, segundo os mesmos dados.
“A campanha agrícola 2024/25 decorreu sob a influência do ‘El niño’ neutro, com tendências para ‘La niña’, contribuindo para o alcance das expectativas de produção para a presente safra”, lê-se no relatório.
O documento sublinha o crescimento de 37% nas amêndoas, destacando a castanha de caju, para 195.000 toneladas, mas também na cana-de-açúcar, na ordem de 2%, para 1,8 milhões de toneladas, neste caso “resultante da recuperação gradual das açucareiras” após as intempéries e ciclones registados nos anos anteriores.
Apesar deste desempenho na campanha terminada em 2025, a atual está ameaçada pelas consequências das cheias de janeiro, sobretudo no sul, que, segundo dados oficiais, afetaram 440.892 hectares de produção agrícola, dos quais 275.405 hectares já dados como perdidos, condicionando a atividade de 314.783 agricultores.
O documento do Governo refere que a campanha agrícola 2024/2025 foi implementada “num contexto caracterizado por adversidades”, tendo sido semeada uma área total de 7.201.411 hectares, “com uma realização de 98% face ao plano”. Contudo, dessa área semeada, 1.340.791 hectares foi “afectada por intempéries”, entre inundações, seca, ventos, pragas e doenças.
“Cerca de 789.419 famílias produtoras foram afectadas pelas intempéries, das quais cerca de 438.968 pela seca ou estiagem, representando cerca de 58% do total de famílias afectadas, facto que vem mostrar a severidade deste evento climático em relação aos demais impactos climatéricos”, lê-se no relatório sobre a execução terminada em 2025.

















































