Previsões Agrícolas
As previsões agrícolas, em 31 de março de 2026, apontam para uma campanha cerealífera particularmente desfavorável, antecipando-se produtividades muito inferiores às habitualmente observadas nos cereais de outono/inverno para grão, num contexto já marcado pela forte retração da área semeada. Nas pastagens e culturas forrageiras observa-se uma recuperação generalizada, beneficiando da melhoria das condições meteorológicas em março, que permitiu a retoma gradual do pastoreio direto e reduziu a necessidade de suplementação alimentar em muitas explorações pecuárias.
Na batata, as previsões apontam para uma redução da área plantada face à campanha anterior, estimando-se decréscimos de 20% na batata de sequeiro e de 10% na batata de regadio, refletindo os atrasos e constrangimentos verificados na instalação da cultura.
No olival, os resultados ainda preliminares do Inquérito Anual à Produção de Azeite apontam para uma produção nacional semelhante à da campanha anterior, contrariando as previsões iniciais de quebra.
Prossegue o processo de validação dos prejuízos causados pelas tempestades de inverno na agricultura, com os levantamentos mais recentes das CCDR a apontarem para danos declarados superiores a 438 milhões de euros nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
Gado, aves e coelhos abatidos
O peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em fevereiro de 2026 foi 38 534 toneladas, o que correspondeu a um aumento de 1,2% (-3,67% em janeiro), resultante do maior volume de abate registado nos suínos (+3,3%). O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi 30 689 toneladas, o que representou uma diminuição de 4,7% (-1,8% em janeiro) devido ao menor volume de abate de galináceos (-3,8%), perus (-12,1%), patos (-7,3%) e codornizes (-12,0%).
Produção de aves e ovos
O volume de frango registou praticamente uma manutenção (-0,3%), com uma produção de 32 855 toneladas (-1,4% em janeiro), tendo, no entanto, a produção em número de cabeças tido um acréscimo de 5,7% (+1,5% em janeiro), resultante do peso médio inferior dos animais no mês em análise. Os ovos de galinha para consumo também mantiveram o nível de produção (+0,2%) face ao mês homólogo (+1,8% em janeiro), contabilizando 9 785 toneladas.
Produção de leite e produtos lácteos
A recolha de leite de vaca foi 152,4 mil toneladas, superior em 1,9% (+2,0% em janeiro). O volume total de produtos lácteos teve um aumento de 5,0% (+4,6% em janeiro), sustentado pela maior produção de leite para consumo (+4,5%), leites acidificados (+15,5%), manteiga (+6,5%) e leite em pó (+7,8%).
Pescado capturado
O volume de capturas de pescado em Portugal diminuiu 52,7% (-40,4% em janeiro), devido à menor captura de peixes marinhos, crustáceos e moluscos. Às 2 865 toneladas de pescado correspondeu uma receita que totalizou 15 862 mil euros, valor que representou uma diminuição de 41,7% (-33,9% em janeiro). O preço médio do pescado descarregado foi 5,37 Euros/kg, ou seja, um aumento de 24,7% (+10,8% em janeiro).
Preços e índices de preços agrícolas
Em março de 2026, as variações mais significativas no índice de preços de produtos agrícolas no produtor foram observadas nos hortícolas frescos (+48,5%), bovinos (+20,4%), ovinos e caprinos (+12,7%), suínos (-26,9%) e no azeitea granel (-18,2%).
Em comparação com o mês anterior, as variações de maior amplitude verificaram-se nos hortícolas frescos (+13,9%) e nos suínos (+12,9%).
Em dezembro de 2025, o índice de preços de bens e serviços de consumo corrente (INPUT I) diminuiu 2,6%, enquanto o índice de preços de bens e serviços de investimento (INPUT II) aumentou 3,0%. Em relação ao mês anterior, o INPUT I registou um decréscimo de 0,3%, enquanto o índice do INPUT II apresentou um acréscimo de 0,2%.
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O artigo foi publicado originalmente em INE: publicações.

















































