O Eurodeputado do PSD Paulo do Nascimento Cabral afirmou, durante a troca de pontos de vista com Nikolaus Kriz, o novo diretor-executivo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), que “a integridade do sistema alimentar europeu depende de uma condição básica e fundamental: que os produtos que entram na União Europeia têm de respeitar aqueles que são os standards europeus. Não é protecionismo, é exatamente garantir justiça”.
Na ocasião, Paulo do Nascimento Cabral sublinhou que “nós aplicamos e impomos aos agricultores europeus, aos produtores europeus, regras muito apertadas, que necessitam neste momento de ser, obviamente, respeitadas por quem faz chegar os seus produtos ao mercado único”.
“É fundamental garantir a equidade e a equivalência nos métodos de produção. Isto tem custos acrescidos para a Europa, para os agricultores europeus, e garante também que há confiança no mercado único”, adiantou o parlamentar europeu, num momento crucial para o mercado interno, com a assinatura de diversos acordos comerciais entre a UE e países terceiros.
Neste sentido, o Eurodeputado do PSD destacou “o recente estudo da EFSA, em que indica que 98% dos produtos da União Europeia apresentam níveis de resíduos abaixo dos limites máximos admissíveis no que concerne aos pesticidas, sendo que 10% dos produtos de fora da União Europeia têm até fitofármacos que são proibidos na União Europeia”.
Ainda durante a sua intervenção na Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, Paulo do Nascimento Cabral salientou que “pelos resultados dos estudos percebemos que necessitamos olhar mais para fora, continuar o bom trabalho interno, mas olhar mais para os produtos que nos chegam de fora da União Europeia”.
Paulo do Nascimento Cabral defendeu, neste sentido, que é necessário “garantir um maior controlo das fronteiras, garantir que há monitorização na origem e também garantir que há mais competência e mais capacidade da autoridade da EFSA”, equivalente à dimensão da Autoridade para os Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos da América, que tem ao seu dispor mecanismos de controlo mais ambiciosos e maior capacidade sancionatória.
Fonte: Gabinete do Eurodeputado Paulo do Nascimento Cabral













































