O eurodeputado Paulo do Nascimento Cabral defendeu que a PAC 2028/2034 deve ser mais simples, flexível e capaz de responder aos desafios que os agricultores europeus enfrentam atualmente, numa intervenção na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu.
Entre as posições com maior impacto para as explorações agrícolas, o eurodeputado do PSD questionou a redução de apoios prevista para determinadas explorações, defendendo que não faz sentido o corte de 25% em explorações acima dos 20 mil euros, segundo a nota divulgada pelo gabinete do eurodeputado a 2 de setembro. Na mesma intervenção, reforçou a importância da atratividade das explorações agrícolas.
No conjunto das cerca de 128 alterações da sua autoria ao debate sobre a futura PAC, Paulo do Nascimento Cabral destacou propostas como a resiliência hídrica e a possibilidade de os agricultores em situação de pensão ou reforma poderem continuar a receber apoios da PAC.
O eurodeputado alertou ainda para a dificuldade em garantir mão de obra no setor e sublinhou que a inovação e a tecnologia são essenciais para que a próxima PAC assegure, em simultâneo, a competitividade da União Europeia e a segurança alimentar.
Paulo do Nascimento Cabral defendeu também a continuidade de instrumentos como o LEADER e o POSEI, que considera essenciais para o futuro da agricultura.
No final da intervenção, apontou quatro prioridades para a futura PAC: simplificar, flexibilizar, garantir boas condições para os agricultores e bom senso. Deixou ainda uma palavra de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo relator Norbert Lins.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.














































