Investigadores chineses identificaram uma enzima no arroz capaz de ajudar a planta a degradar resíduos de dois herbicidas amplamente utilizados, abrindo novas perspetivas para a redução da contaminação química nas culturas e no ambiente.
O estudo, conduzido por especialistas da Academia de Ciências Agrícolas de Guangdong e da Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu, centra-se na enzima CYP709B2, pertencente à família do citocromo P450. Esta enzima desempenha um papel fundamental na desintoxicação e no metabolismo dos herbicidas isoproturão e atrazina.
Os investigadores verificaram que a CYP709B2 é ativada quando as plantas de arroz são expostas a estes herbicidas. Plantas geneticamente modificadas para sobre-expressar a enzima apresentaram uma resistência significativamente maior às duas substâncias, cresceram melhor e acumularam níveis muito mais baixos de resíduos químicos.
Em contraste, plantas em que o gene responsável pela produção da enzima foi desativado através da técnica de edição genética CRISPR revelaram-se mais sensíveis aos herbicidas e apresentaram uma maior acumulação de resíduos.
Segundo os autores, os resultados demonstram que a CYP709B2 é uma enzima-chave no processo de desintoxicação metabólica e degradação do isoproturão e da atrazina no arroz. Esta descoberta aponta para uma estratégia promissora para reduzir resíduos de herbicidas nos alimentos e minimizar o impacto ambiental da agricultura química.
O estudo foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry.
O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.














































