Investigadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, desenvolveram um novo método que poderá permitir a deteção de sequências específicas de ADN recorrendo apenas à câmara de um smartphone. A técnica baseia-se em proteínas geneticamente modificadas que emitem luz na presença de ADN, tornando possível captar esse sinal luminoso com um telemóvel.
Esta abordagem inovadora poderá substituir análises laboratoriais de ADN que são atualmente dispendiosas, demoradas e dependentes de equipamento especializado. Em vez disso, a deteção passa a ser feita através de sinais de luz, o que abre a porta a testes mais rápidos, baratos e acessíveis em áreas como a alimentação, a saúde, a agricultura e a indústria farmacêutica.
O estudo, publicado na revista Nature Communications, resulta de vários anos de investigação da equipa dinamarquesa na engenharia de moléculas e de células sintéticas, com o objetivo de compreender melhor o funcionamento das células naturais. Os resultados demonstram que interações específicas com o ADN podem ser exploradas para criar sistemas simples e portáteis de deteção genética.
Embora a tecnologia ainda não esteja pronta para utilização no dia a dia, os investigadores sublinham que os resultados mostram um enorme potencial para realizar análises de ADN fora do laboratório, de forma rápida e eficiente. As possíveis aplicações vão desde o controlo de qualidade alimentar e a deteção de agentes patogénicos até à monitorização ambiental e a diagnósticos médicos no terreno.
Mais informações sobre o estudo podem ser consultadas no artigo divulgado pela Universidade de Aarhus.
O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.

















































